Carros japoneses podem ficar mais baratos no Brasil com novo acordo
E se os carros japoneses ficarem mais competitivos no mercado brasileiro? É o que pode acontecer de acordo com os resultados de uma negociação do governo do Japão , que vai começa…

E se os carros japoneses ficarem mais competitivos no mercado brasileiro? É o que pode acontecer de acordo com os resultados de uma negociação do governo do Japão, que vai começar neste mês de junho as tratativas do Acordo de Parceria Econômica com o Mercosul durante a cúpula do G7, na França.
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O novo tratado promete reduzir progressivamente as tarifas de importação de automóveis e autopeças japonesas, que atualmente chegam a pesados 35% no Brasil. Desta forma, marcas tradicionais e já consolidadas no mercado como Toyota, Honda, Lexus e Nissan se tornariam muito mais competitivas no mercado sul-americano.
A movimentação diplomática vem em resposta ao recente avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que promete vantagens tarifárias graduais aos europeus. Por outro lado, as fabricantes chinesas seguem em expansão extremamente agressiva e inundaram o mercado com veículos eletrificados de baixo custo. Como resultado, a indústria nipônica precisou de novas estratégias para evitar a perda da hegemonia global.
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Autopeças e a corrida pela transição energética
Vale destacar que, se a parceria se tornar realidade, seus efeitos dificilmente vão ficar restritos aos carros prontos. É que a colaboração pode render a bastante sonhada redução de taxas alfandegárias das peças automotivas, cujas alíquotas podem chegar a 18%. Se este for o caso, a redução deve aliviar diretamente os custos operacionais das montadoras.
O interesse asiático no continente se deve também à necessidade urgente de diversificação de fornecedores de petróleo, gás e minerais críticos, uma estratégia que visa diminuir a atual dependência da China e dos conflitos no Oriente Médio.
Por isso, neste cenário geopolítico o Brasil se destaca amplamente por suas reservas de terras raras e petróleo. A Argentina, por sua vez, é vista como fonte vital de lítio para as baterias dos futuros carros elétricos.
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