Brasil começa a trabalhar em comunicação quântica; entenda o desafio
O Brasil deu início a uma nova etapa tecnológica voltada à segurança nacional. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Instituto Militar de Engenharia (IME) firmaram u…

O Brasil deu início a uma nova etapa tecnológica voltada à segurança nacional. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Instituto Militar de Engenharia (IME) firmaram uma parceria para desenvolver a Rede Quandanga, iniciativa que visa dar os primeiros passos na comunicação quântica no país.
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A primeira reunião para discutir a iniciativa ocorreu no dia 22 de maio, reunindo importantes lideranças estratégicas das duas instituições. Pela Anatel, o encontro contou com o conselheiro Edson Holanda e a superintendente Suzana Rodrigues, além do gerente Andrey Perez e do coordenador Humberto Pontes.
Já o IME foi representado por seu comandante e reitor, o general de divisão Juraci Ferreira Galdino, acompanhado do pesquisador e tenente-coronel Vítor Carneiro. Esse grupo de especialistas debateu os principais objetivos da Rede, focando na construção de uma infraestrutura experimental permanente e de alto nível.
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Essa rede de testes terá uma base física em Brasília, em um espaço dedicado ao estudo de tecnologias como a Distribuição Quântica de Chaves (QKD) e a Criptografia Pós-Quântica (PQC), métodos avançados para proteger conexões complexas.
Um comunicado divulgado pela Anatel ressalta que o Brasil ainda está em uma posição “modesta” no cenário global de investimento e desenvolvimento de tecnologias de ponta projetadas para proteger dados mais sensíveis.
Diante disso, a parceria entre as duas instituições representa uma grande oportunidade para acelerar o desenvolvimento da soberania tecnológica do país. Além disso, a iniciativa visa preparar as infraestruturas críticas contra ameaças virtuais do futuro.
Solução contra ameaças virtuais
O desenvolvimento da nova tecnologia quântica nacional foi impulsionado principalmente pelo avanço constante das ameaças cibernéticas. Esses riscos exigem métodos de defesa cada vez mais sofisticados para manter informações confidenciais seguras.
O projeto brasileiro utilizará conexões rápidas e seguras por meio de cabos de fibra óptica de longa distância. O sistema também deverá testar a tecnologia FSO (Free Space Optics, ou comunicação óptica em espaço livre), que transmite dados usando feixes de luz pelo ar, combinando esse tipo de comunicação sem fio com técnicas avançadas de criptografia.
Vale destacar que o IME já alcançou resultados importantes nesse setor ao montar um laboratório com 40 km de fibra óptica. Os especialistas também conseguiram transmitir mensagens criptografadas utilizando chaves quânticas.
O projeto governamental também iniciou o processo de integração com encriptadores nacionais. A medida busca fortalecer a indústria local ao mesmo tempo em que amplia a capacidade científica de profissionais brasileiros que atuam no setor de telecomunicações.
“Para a Anatel, a reunião representou uma oportunidade de aproximação institucional com uma agenda tecnológica de alta relevância para o setor de telecomunicações, especialmente nos temas de segurança de redes, resiliência de infraestruturas críticas, inovação regulatória e atuação internacional em organismos de padronização, como o Setor de Padronização da União Internacional de Telecomunicações (UIT-T)”, ressaltou o órgão em comunicado.
Outra tecnologia que pode trazer uma série de inovações é o "GPS quântico", que promete uma navegação que funciona independentemente de satélites.
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