PRÉVIA | Outward 2 é um ótimo lugar para se perder
Outward 2 é a continuação do um título de 2022 que coloca o jogador na pele de um aventureiro comum num mundo hostil. E, mantendo o estilo de jogo do anterior, esse jogo usa a mes…

Outward 2 é a continuação do um título de 2022 que coloca o jogador na pele de um aventureiro comum num mundo hostil. E, mantendo o estilo de jogo do anterior, esse jogo usa a mesma estrutura com melhorias significativas, chegando em acesso antecipado via Steam no dia 7 de julho.
Tivemos acesso a uma chave para o beta para trazer as primeiras impressões do jogo e, como o título desta prévia já diz, este jogo é um ótimo lugar para se perder. E perder-se faz parte da experiência.

A principal mecânica do jogo são os cenários de derrota, onde o personagem não morre e o jogador volta a um ponto anterior, mas continua a jornada tendo sido derrotado em combate. Morrer, propriamente, exige jogar no modo hardcore que também mantém os cenários de derrota.
Outra diferença do título anterior é que este terá formas de o jogador personalizar o antecedente do personagem, com três pontos de início e outras escolhas que afetam o equipamento e os atributos iniciais. Porém, na beta que jogamos, só uma das regiões estava disponível.
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Não é para qualquer um

Primeiramente, o mapa de Outward 2 é representativo e não traz a indicação de onde o jogador se encontra. Isso significa que o jogador precisa atentar aos marcos da região para se localizar.
E, confesso, é algo que eu sinto falta em alguns RPGs, mas trata-se de uma experiência que não é para qualquer jogador. O título exige algum investimento de tempo e atenção e jogadores que querem mais uma distração podem se sentir incomodados.
Outra questão é que não existe uma marcação para o jogador seguir para as missões. Ele precisa atentar nas falas dos personagens e nas mecânicas do jogo para se localizar e saber o que fazer.

Porém, só explorar as mecânicas e o cenário do jogo foi muito gratificante. Fazia tempo que eu não via um título exigir atenção de mim para compreender o mundo em que eu estava inserido.
E, sobre os cenários de derrota, é importante destacar que jogadores mais experientes podem abusar dele, enquanto jogadores menos experientes podem se sentir frustrados pela mecânica. Então, sim, o jogo exige um aprendizado básico.
Na direção oposta

O título, claramente, segue o caminho contrário a outros jogos que procuram entregar uma série de facilitações para os jogadores. E é preciso compreender que essas facilitações permitem que mais pessoas possam jogar porque o tempo é limitado..
Isso não significa que Outward 2 seja um jogo ruim. Trata-se de uma escolha e esta escolha sinaliza o público que os desenvolvedores pretendem atingir e o que os jogadores devem esperar ao chegar.
E, em poucas palavras, enquanto muitos jogos focam em pouca dedicação para aprender o jogo e começar, Outward 2 segue na linha contrária. Numa explicação que gamers podem conhecer, o jogo é difícil de aprender, mas é proporcionalmente mais fácil de ficar um mestre.

Battlefield 6, em contrapartida, é fácil de aprender, mas é difícil subir e se tornar um pró.
Claro que, se o jogador se focar numa build específica, ele provavelmente terá menos coisas para aprender, mas o jogo, ao menos por hora, não tem aquele monte de informações que geralmente aparecem na tela, como nível e fraquezas dos inimigos.
E, admito, sinto falta de jogos que pedem do jogador o mínimo de observação para compreender a melhor estratégia.
Expectativas

Uma das coisas que sinaliza uma boa prévia são as expectativas que o título deixa. E, ainda que frustre alguns jogadores, Outward 2 é um dos poucos jogos que não me deixou na expectativa de terminar a campanha.
E eu não acho isso ruim, porque é similar a jogar um título como Tears of the Kingdom. A experiência, a jornada, é mais interessante que o destino dela em si. E jogadores de ARK também podem entender um pouco essa metáfora.

Sobre o que mais tenho expectativas, trata-se da exploração. Eu realmente espero que os desenvolvedores invistam em colocar segredos pelo mapa e lugares para explorar. Por exemplo, eu realmente espero que os outros pontos iniciais ofereçam equipamentos bem diferentes para os jogadores.
Eu tive muita dificuldade para encontrar uma espada de duas mãos no ponto inicial disponível na beta e espero que eu tenha outras dificuldades nos outros pontos de começo. E explorar combinações de começo é parte do que espero da aventura.
Passado conecta ao futuro


Muitos jogos transformaram o começo numa “burocracia” (ou um mero tutorial). Em Outward 2, parece-me que o começo é parte central da experiência.
Reduzir o começo a uma burocracia, por exemplo, prejudica jogos como Warcraft III e Starcraft II porque as missões iniciais da campanha ficam entediantes para jogadores experientes rejogarem.
E, testando os vários antecedentes para personagens, eu não me senti cumprindo uma mera burocracia, mas criando uma estratégia de otimização de recursos para facilitar minha jornada no médio prazo.

Além disso, as escolhas de antecedentes afetam possibilidades de diálogos, é possível afetar significativamente algumas missões. E é algo que eu quero ver como a Nine Dots irá desenvolver.
Então, talvez eu não termine a campanha de Outward 2. Porém, eu devo me divertir enquanto me perco.