The Lost Wild ressurge com trailer e confirma chegada ao PS5 em 2027
A Annapurna Interactive trouxe de volta um projeto que parecia esquecido. Durante o State of Play desta terça-feira (2), o terror de sobrevivência The Lost Wild reapareceu com um…

A Annapurna Interactive trouxe de volta um projeto que parecia esquecido. Durante o State of Play desta terça-feira (2), o terror de sobrevivência The Lost Wild reapareceu com um novo trailer e janela de lançamento definida para 2027.
O jogo é desenvolvido pela britânica Great Ape Games e sai para PS5 e PC, com versões na Steam e na Epic Games Store. A prévia, batizada de “True Fear is Primal”, é a primeira aparição relevante do título em anos.
O projeto havia sido anunciado em 2022, com uma janela inicial que chegou a apontar 2024, mas mergulhou em um longo silêncio antes deste retorno.
A premissa inverte o papel do jogador
A proposta central foge da fórmula tradicional do gênero. Em vez de enfrentar os monstros, o jogador é a caça. A protagonista, Saskia, acorda em uma ilha misteriosa dominada por criaturas pré-históricas.
Para sobreviver, ela precisa explorar instalações de pesquisa abandonadas em meio a uma natureza densa. Os dinossauros vagam pelo complexo em busca de presas, o que transforma cada deslocamento em um cálculo de risco.
A observação é a principal ferramenta: o jogo pede que o jogador estude os movimentos e padrões das criaturas para decidir quando se esconder, criar uma distração ou simplesmente correr. A escolha do caminho certo, muitas vezes por rotas alternativas, define a sobrevivência.



Dinossauros tratados como animais, não como vilões
A filosofia de design é o que diferencia o projeto de outros jogos de terror. A Great Ape Games descreve as criaturas como animais selvagens dotados de instintos próprios, e não como monstros roteirizados.

Essa decisão muda a relação de poder. O jogador não ocupa o topo da cadeia alimentar e enfrenta uma tensão de queima lenta, em que a ameaça reage ao ambiente de forma imprevisível.
Em publicação no PlayStation Blog, Gary Napper, diretor do jogo na Great Ape Games, explicou a referência que guiou o conceito:
“Em Alien: Isolation, a criatura era aterrorizante não só pelo que podia fazer, mas pelo que os jogadores imaginavam que ela ia fazer.”
O arsenal reforça a mecânica defensiva, as armas disponíveis são não letais, voltadas a afastar predadores temporariamente em vez de abatê-los. O resultado é uma dinâmica de gato e rato que se intensifica conforme Saskia avança pela ilha.
Saskia revela a história aos poucos
A narrativa se desdobra pela exploração, não por exposição direta. Conforme avança, a protagonista encontra vestígios do que aconteceu no local: cadernos, refeições deixadas às pressas e crachás de identificação descartados.

O trailer também adianta um elemento dramático. Uma cena mostra uma criança e um pai conversando sobre dinossauros favoritos antes de um acidente de carro, o que sugere um flashback ligado ao passado da personagem.
O ambiente foi construído para transmitir claustrofobia. Edifícios abandonados aparecem tomados pela vegetação, e o jogo cita criaturas como o Alossauro entre as ameaças que rondam o cenário.
| Detalhe | Informação |
|---|---|
| Janela de lançamento | 2027 |
| Plataformas | PS5 e PC (Steam e Epic Games Store) |
| Protagonista | Saskia |
| Desenvolvedora | Great Ape Games |
| Publicação | Annapurna Interactive |
Leia também:
- Marvel’s Wolverine ganha gameplay brutal com participação especial de um X-Men
- Control Resonant ganha data de lançamento no PS5 e chega em setembro
- Until Dawn 2 é anunciado para PS5 com lançamento em 2027
Great Ape Games chega ao maior projeto de um estúdio recém-formado
O título é o sonho de uma equipe que cresceu em torno de uma paixão compartilhada. Segundo o CEO da Great Ape Games, Nick Gregory, o que começou como entusiasmo por dinossauros e games evoluiu para um estúdio com mais de 25 pessoas.
A parceria com a Annapurna acontece em um momento delicado para a publicadora. Em 2024, a empresa perdeu praticamente toda a sua divisão de games, após a saída coletiva de cerca de 25 funcionários em meio a um impasse na direção.
O retorno do The Lost Wild mostra que os contratos firmados antes daquela reestruturação seguem em andamento.
Fonte(s): PlayStation Blog
