34% das mídias físicas do PS5 e 50% do Xbox Series X não funcionam sem downloads
Embora as mídias físicas continuem sendo um sinônimo de preservação e acesso facilitado a games, muitos títulos lançados para a geração atual não vêm completos em seus discos. Um…

Embora as mídias físicas continuem sendo um sinônimo de preservação e acesso facilitado a games, muitos títulos lançados para a geração atual não vêm completos em seus discos. Um levantamento feito pelo site Does it Play revelou que 34% dos jogos do PlayStation 5, e 50% daqueles disponíveis no Xbox Series X, não funcionam sem que os usuários façam antes downloads complementares.
O espaço é dedicado à preservação de games em mídias físicas e conta com contribuições de sua comunidade para chegar aos resultados apresentados. Ele afirma que, no console da Sony, 66% dos 792 games analisados não precisam de downloads adicionais — 17% são jogáveis, mas bastante bugados e com conteúdos faltando, e outros 17% são impossíveis de jogar.
Já no caso das mídias físicas lançadas para o Xbox Series X, as limitações são ainda maiores. Enquanto 50% dos títulos analisados podem ser jogados sem problemas do início ao fim, 12% podem ser finalizados com algumas dores de cabeça — e 38% sequer funcionam sem um download adicional.
No entanto, o console da Microsoft é prejudicado por trazer uma base de análise consideravelmente menor. O Does it Play só tem informações sobre 78 jogos físicos lançados para a plataforma — que, segundo dados de sua fabricante, registra 90% de suas vendas pelo meio digital.
Mídias físicas do Switch 2 trazem vantagens
O site afirma que, entre as plataformas atuais, a que melhor usa as mídias físicas para oferecer experiências completas aos jogadores é o Nintendo Switch 2. Entre os 48 títulos analisados até o momento, 75% podem ser conferidos do início ao fim sem qualquer problema grave.

No entanto, a situação pode mudar rapidamente conforme o console ganha títulos que ocupam espaços mais generosos de armazenamento. Empresas como a Capcom e a Ubisoft já se acostumaram a usar os Game Key Cards, que servem como DRMs físicos e funcionam somente para ativar o download de versões digitais dos games que elas vendem.
A situação mostra como, apesar de as mídias físicas ainda resistirem, elas ainda trazem grandes limitações para a preservação de jogos. Em um ambiente no qual muitos jogos são prensados sem os famosos “patches de Dia 1” ou dependem de serviços online para funcionar, ter os discos correspondentes não significa necessariamente ter acesso às suas experiências completas.
Curiosamente, nesse caso a vantagem acaba indo para o PC, mercado conhecido por ter abraçado as mídias digitais há tempos. Graças a plataformas como o GOG, jogadores atualmente têm a opção de criar mídias físicas por conta própria, que não dependem de qualquer verificação online ou atualização para poderem ser instaladas.
Fonte: PC Gamer
