“Pirataria é o único meio de preservação”, afirma Video Game History Foundation
Diante da decisão da Sony de encerrar a venda de jogos em mídia física em 2028 , voltaram à tona discussões sobre como elas são essenciais para a preservação de muitos games. E, s…

Diante da decisão da Sony de encerrar a venda de jogos em mídia física em 2028, voltaram à tona discussões sobre como elas são essenciais para a preservação de muitos games. E, segundo a Video Games History Foundation, a decisão só demonstra como essa nunca foi uma preocupação real da indústria, que deixa a cargo da pirataria garantir que muitas obras não vão se perder.
No BlueSky, Frank Cifaldi, diretor da entidade, explicou que tenta há anos trabalhar com empresas para encontrar uma solução que seja boa tanto para elas quanto para os consumidores, mas não teve sucesso. “Tentamos trabalhar com a organização representativa da indústria para encontrar um caminho legal adiante, mas eles se recusam a oferecer uma alternativa significativa”, explicou.
O comentário foi feito em resposta a Chloe Adams, que afirmou que a pirataria é o único meio legítimo de garantir a preservação história de games. Segundo ela, nenhuma empresa tem interesse real em garantir que certos títulos continuem lembrados e acessíveis daqui há 25 ou 50 anos.
Pirataria traz obstáculos morais, mas se provou necessária
Na mesma rede social, Cifaldi explicou que os esforços de preservação existentes por meios oficiais são limitados e, essencialmente, inúteis. Embora os Estados Unidos exijam que o copyright de games seja registrado na Biblioteca do Congresso, são poucas as empresas que fazem isso. E as que seguem esse processo só cadastram pequenos pedaços dos códigos-fonte de seus projetos, que não fazem muito sentido.
Ele também explicou que a Video Game History Foundation e outras entidades já viam como inevitável o momento no qual a indústria iria abandonar a mídia física. Segundo Cifaldi, ao mesmo tempo que a Entertainment Software Association (ESA) diz que isso causa problemas sérios, o grupo que representa a indústria se recusa a tomar as medidas necessárias — e, portanto, a pirataria se mostra uma solução.

“A ESA se opôs repetidamente a esforços de instituições de herança cultural para reformar a proteção de direitos de cópia digital para facilitar seus trabalhos”, explicou. Assim, enquanto muitos têm obstáculos morais à pirataria, ela muitas vezes acaba sendo a única forma de garantir que jogos não vão sumir com o passar do tempo.
Isso se aplica principalmente a títulos de menor apelo comercial ou de franquias que não são mais consideradas relevantes. Enquanto propriedades que vendem milhões continuam a receber sequências, remasters e remakes, aquelas que não se encaixam nessa categoria são abandonadas pela indústria — cujos principais representantes não se preocupam com o lado artístico do meio.
Fonte: PC Gamer
