Além da Compulsion, Double Fine e Ninja Theory têm futuro incerto no Xbox
Pouco após a Kotaku relatar que a Compulsion Games pode ser fechada pela Xbox, a Bloomberg afirma que não é somente a desenvolvedora cujo futuro está em risco. Segundo Jason Schre…

Pouco após a Kotaku relatar que a Compulsion Games pode ser fechada pela Xbox, a Bloomberg afirma que não é somente a desenvolvedora cujo futuro está em risco. Segundo Jason Schreier, a Double Fine e a Ninja Theory também estão em negociações ativas que vão definir como vão conseguir sobreviver — e se isso sequer é possível.
A reportagem afirma que um dos caminhos que as desenvolvedoras podem seguir é voltar a ser independentes. No entanto, para que isso seja possível, vai ser preciso que elas consigam “comprar” sua liberdade, o que não vai ocorrer sem alguns traumas. Nesses casos, os estúdios vão ter que diminuir de tamanho e promover demissões consideráveis.

A Bloomberg afirma que a Xbox está negociando com vários estúdios de que é dona, em uma lista que pode incluir outros nomes. Sob a administração de Asha Sharma, a divisão da Microsoft só pretende manter em seu portfólio desenvolvedoras que tenham provado suas capacidades de registrar boas receitas e que têm em mãos propriedades intelectuais consolidadas.
Xbox quer dinheiro, não sucesso de crítica
O elemento em comum entre a Compulsion Games, a Double Fine e a Ninja Theory é o fato de que as três são estúdios conhecidos por jogos mais artísticos do que comerciais. Os estúdios conseguiram conquistar bons sucessos de crítica em anos recentes, mas seus jogos não são conhecidos pelos grandes números de receitas.
Entre os jogos desenvolvidos pelos estúdios estão a aventura South of Midnight, o game de plataforma Psychonauts 2 e os jogos de ação da série Hellblade. A Ninja Theory inclusive acaba de revelar um novo capítulo da franquia, ao mesmo tempo que cancelou os investimentos em um projeto mais experimental.

Com a decisão de encerrar as desenvolvedoras, a Xbox segue um caminho contrário àquele que adotou com agressividade entre 2018 e 2019. Na época, a empresa adquiriu vários estúdios de médio porte com o objetivo de garantir lançamentos frequentes e que dessem base para o crescimento do Game Pass.
No entanto, essa estratégia não funcionou muito bem, conforme vários projetos demoraram a ser lançados. E, mesmo quando elas começaram a sair em ritmo mais constante, os números de assinantes do serviço não cresceram ao nível de garantir a sustentabilidade do negócio no nível esperado pela Microsoft.
Fonte: Bloomberg
