ASML alcança US$ 674 bilhões e se torna empresa mais valiosa da história da Europa
A ASML teve uma guinada no valor de suas ações na última quarta-feira, dia 3 de junho, alcançando o valor total de mercado de US$ 674 bilhões. O número consagra a companhia holand…

A ASML teve uma guinada no valor de suas ações na última quarta-feira, dia 3 de junho, alcançando o valor total de mercado de US$ 674 bilhões. O número consagra a companhia holandesa como a empresa mais valiosa da história da Europa, superando a Novo Nordisk, que detinha o recorde de US$ 650 bilhões, conquistado em junho e 2024.
O valor alcançado pela ASML pode ser impressionante, mas não surpreende. A fabricante especializada em maquinário para a produção de chips ainda é a única no mundo que fornece equipamento EUV (Extreme UltraViolet), necessário para a fabricação dos componentes mais avançados da atualidade. TSMC, Samsung e Intel, mesmo usando processos diferentes, são dependentes da ASML.

Enquanto a força das tecnologias da companhia explica sua sustentação entre as empresas mais valiosas do mundo, o salto no valor de suas ações veio de um incentivo extra. Ele aconteceu logo depois de algumas das mais tradicionais empresas financeiras publicarem prospectos muito positivos para a ASML.
Tanto a JP Morgan como a Morgan Stanley declaram que a companhia holandesa é capaz ainda de ampliar muito seu fornecimento de máquinas EUV sem a necessidade de investir demais em expansão. Com o imenso investimento sendo feito na infraestrutura para IA ao redor do mundo, é crucial a capacidade da ASML em entregar máquinas EUV e aproveitar o momento.
ASML ainda não se preocupa com concorrentes
É uma posição confortável ser a única fornecedora do mundo de um equipamento caro e em altíssima demanda. No entanto, é óbvio que um mercado assim é cobiçado por muitas concorrentes, que atualmente buscam se tornar uma alternativa viável à ASML para maquinário EUV.

A Canon, por exemplo, tenta competir com outra lógica por trás da fabricação de chips, trabalhando com máquinas que usam litografia nano-impressa. A China, sofrendo com sanções específicas para a manutenção de seus equipamentos da ASML, também desenvolve soluções próprias para produção avançada de semicondutores.
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No entanto, a empresa holandesa não acredita ainda em ameaças da concorrência. Em entrevista recente, o CEO Christophe Fouquet declarou que “quando você começa do zero, o desafio é enorme”, ressaltando que o desenvolvimento de tecnologias assim demanda muito tempo e trabalho.
Via: Tom’s Hardware
