BYD Shark é “invadida” por hacker e expõe fragilidade de carros conectados
A BYD Shark , picape eletrificada que, até o momento, ainda não se destacou no mercado brasileiro, virou alvo de um experimento de cibersegurança na Aus…
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A BYD Shark, picape eletrificada que, até o momento, ainda não se destacou no mercado brasileiro, virou alvo de um experimento de cibersegurança na Austrália. O especialista Dan Hreszczuk, fundador da Fortify Labs, conseguiu assumir remotamente diversas funções do veículo sem precisar quebrar criptografia complexa. Para a invasão, bastou ao "hacker" acessar uma porta de software sem senha para iniciar a invasão.
Durante o teste, realizado em uma estrada próxima a Camberra, o hacker desligou os faróis da picape de 2.600 kg enquanto ela rodava a 30 km/h à noite. Também acionou os limpadores na velocidade máxima, travou portas, alterou imagens da multimídia e reproduziu áudios para distrair o motorista.
Além dos comandos físicos, Hreszczuk acessou o microfone interno e rastreou a localização do veículo em tempo real. Ele gravou o comando de voz usado para ativar o assistente do celular do motorista e, ao reproduzi-lo nos alto-falantes, conseguiu induzir o smartphone a revelar dados sensíveis como endereço e data de nascimento.
Riscos e debate sobre carros conectados
Embora funções vitais como freios e câmeras tenham proteção mais robusta, a invasão mostrou que iluminação e sistemas multimídia podem ser manipulados com facilidade. Em alta velocidade, a perda repentina dos faróis poderia causar acidentes graves.
O caso reacende o debate sobre espionagem e privacidade por hackers em veículos modernos, que funcionam como computadores sobre rodas. No Brasil, onde a BYD Shark também é vendida, ainda não há regulamentação clara sobre padrões mínimos de cibersegurança automotiva.
O que dizem especialistas sobre carros autônomos
O CT Auto já havia abordado o tema sobre invasão a carros autônomos em 2021, na entrevista com Fabio Assoline, analista-sênior da Kaspersky, empresa de segurança digital fundada em 1997. O especialista alertou que a invasão dos sistemas dos carros conectados não é obra de ficção: “Sim, porque no momento nós vemos carros conectados. Não é ficção. Isso pode acontecer, desde que haja vulnerabilidade”.
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Assoline citou um caso de 2015, quando hackers invadiram um Chrysler Cherokee e conseguiram controlar acelerador e freios. Para ele, ataques a carros inteligentes são uma questão de tempo se fabricantes não reforçarem testes e atualizações constantes de software.
Caminhos para maior proteção
Montadoras como Mercedes-Benz e Volvo afirmam que separam sistemas críticos (freios, direção, acelerador) dos conectados, reduzindo riscos. Já a Stellantis chegou a realizar recall em 1,4 milhão de veículos para instalar patches de segurança após um ataque semelhante.
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O episódio da BYD Shark mostra que, sem protocolos globais de cibersegurança, carros conectados podem se tornar alvos fáceis. A pressão agora recai sobre fabricantes e reguladores para garantir que a evolução tecnológica não comprometa a segurança dos motoristas.
Vale pontuar que o caso da invasão à picape da BYD não é um fato isolado. Recentemente, carros modernos viraram alvo de hackers com falha em chip de comunicação; relembre.
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