CEO da GameStop diz que jogos físicos são “irrelevantes” para o futuro da empresa
Ryan Cohen , diretor executivo da GameStop , declarou em entrevista à Bloomberg Tech que o fim dos jogos em formato físico é totalmente irrelevante para o futuro da companhia. A a…

Ryan Cohen, diretor executivo da GameStop, declarou em entrevista à Bloomberg Tech que o fim dos jogos em formato físico é totalmente irrelevante para o futuro da companhia.
A afirmação foi feita ao jornalista Ed Ludlow e ocorre em um momento de pressão sobre o mercado de games usados, impulsionada pela decisão da PlayStation de abandonar gradualmente os discos físicos e por sinais de que Grand Theft Auto VI priorizará a distribuição digital já no lançamento.
O que Cohen disse sobre a receita da GameStop
O software de jogos representa atualmente apenas 12% do negócio total da GameStop, segundo Cohen. Os artigos colecionáveis já respondem por mais da metade do faturamento da rede.
“É totalmente, totalmente irrelevante”, afirmou o executivo, se referindo ao eventual desaparecimento das mídias físicas e das vendas de jogos usados nas lojas.
Qualquer consumidor que tenha entrado em uma unidade física da GameStop recentemente já percebeu a transformação nas prateleiras.
O espaço antes ocupado por consoles e jogos cedeu lugar a figuras Funko Pop, pelúcias e cartas Pokémon TCG. Os jogos físicos ainda estão presentes, mas em quantidade muito menor do que no auge do mercado de usados.

A tentativa frustrada de comprar o eBay
Em maio, Cohen tentou adquirir o eBay e chegou a leiloar peças históricas dos videogames na própria plataforma para financiar a proposta.
O conselho do eBay rejeitou a oferta, mas o CEO da GameStop segue convencido de que a aquisição faria sentido para o futuro da empresa, especialmente pelo foco crescente na compra e venda de itens colecionáveis.
Durante a conversa com Ludlow, Cohen repetiu a ideia de transformar a identidade comercial da GameStop. A reestruturação já estava em curso antes mesmo da oferta pelo eBay e ganhou tração com o encolhimento das vendas de software físico.
A reação dos consumidores à declaração
Os comentários de Cohen geraram reações negativas entre os gamers. Muitos apontaram a contradição de uma empresa que carrega a palavra “game” no nome tratar o meio que lhe deu origem como secundário.
Algumas respostas nas redes sociais classificaram a própria GameStop como irrelevante. Outras fizeram analogias com marcas de outros setores, como a brincadeira de que o CEO do Pizza Hut diria que pizzas são irrelevantes.
A frustração dos jogadores evidencia a percepção de que as prioridades da varejista mudaram nos últimos anos.
A migração para os colecionáveis, incluindo as cartas Pokémon, levou consumidores a sugerir que um novo nome talvez fosse mais adequado ao estabelecimento (que, em uma tradução livre, seria algo como “Parada dos jogos“, no sentido de ser um ponto de encontro para fãs de games).

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O futuro do varejo de jogos físicos
A entrevista aconteceu em meio à discussão sobre o futuro do comércio de games. Com um dos principais lançamentos do ano pulando totalmente as cópias físicas (GTA VI), o cenário se altera rapidamente para redes que historicamente dependeram desse segmento.
A Bloomberg questionou Cohen sobre os planos de negócio da GameStop diante desse futuro cada vez mais digital.
A resposta do executivo sinaliza que a empresa não pretende depender do mercado de games usados para se manter. Como já mencionado acima, o foco está nos colecionáveis, que já superam a metade da receita total.
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