CEO da Take-Two aposta que cloud gaming multiplicará mercado de jogos por 10 em três anos
Strauss Zelnick , CEO da Take-Two, detalhou durante a conferência de resultados do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027 a visão da publisher sobre o aumento nos preços de hard…

Strauss Zelnick, CEO da Take-Two, detalhou durante a conferência de resultados do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027 a visão da publisher sobre o aumento nos preços de hardware e o futuro do cloud gaming.
O executivo minimizou o impacto dos custos crescentes de consoles e componentes, mas apontou o streaming de jogos com baixa latência como um aliado para multiplicar a base de usuários em até 10x (vezes) dentro de três anos.
O otimismo não se traduz em projeção direta de receita. Zelnick ponderou que os consumidores mais engajados já possuem máquinas dedicadas para jogos, e a empresa não espera um crescimento proporcional no faturamento.
O foco está na expansão do mercado para títulos com apelo massivo, incluindo franquias como Grand Theft Auto e NBA, que transcendem o público tradicional.

Por que o custo do hardware não preocupa a Take-Two no curto prazo
O aumento nos preços de hardware não é tratado como um obstáculo para a receita imediata da publisher. Zelnick argumenta que a demanda pelos títulos da casa sustenta o engajamento independentemente do valor do equipamento necessário.
Ainda assim, ele admite que preços mais baixos seriam benéficos para ampliar a posse de dispositivos.
A lógica é simples de entender: mais hardware nas mãos dos consumidores significa uma base potencial maior. A força comercial das franquias atuais, contudo, mitiga o risco de uma retração significativa no curto prazo.
A aposta no streaming comercial em três anos
O aspecto principal da projeção está na crença em um streaming comercialmente viável até 2029. Zelnick define esse marco como a capacidade de entregar baixa latência para o consumidor final, transformando qualquer dispositivo conectado em uma plataforma capaz de rodar jogos.
A expectativa é que máquinas originalmente não projetadas para games se tornem pontos de acesso viáveis. Essa conversão expandiria a base instalada de forma expressiva, sem depender exclusivamente do ciclo tradicional de consoles.
O fator de multiplicação e os limites da receita
Conforme já mencionado, o efeito multiplicador mencionado por Zelnick é de 10x sobre a base instalada atual. Ele rejeita a ideia de um crescimento equivalente em receita, justificando que o público composto por jogadores hardcore já está mencionado nos números atuais.
A oportunidade real, segundo o executivo, reside em alcançar consumidores fora dos mercados centrais com títulos de apelo amplo.
A Take-Two identifica em seu portfólio propriedades intelectuais capazes de capitalizar essa expansão geográfica e demográfica.

Avanços em redes de borda como diferencial em relação ao Stadia
A confiança no streaming atual contrasta com o fracasso de iniciativas anteriores, como o Google Stadia. Zelnick credita a diferença ao progresso nas redes de hiperescala e na tecnologia de rede de borda, que resolveriam o problema histórico de latência.
Aos que estão por fora, uma rede de borda (edge network) é uma arquitetura que aproxima o processamento e o armazenamento de dados da fonte geradora ou do usuário final, em vez de enviar tudo para um data center centralizado na nuvem
O executivo mencionou um player de mercado que planeja implementar uma rede de borda significativa nos Estados Unidos, apontando três anos como o prazo provável para a maturação comercial dessa infraestrutura.
Ele ressalva, no entanto, que a Take-Two não está condicionando o futuro da empresa a essa previsão, admitindo a possibilidade de erro no cronograma.
A candidatura silenciosa da NVIDIA
Embora Zelnick não tenha nomeado a empresa que planeja a rede de borda nos EUA, o contexto técnico aponta para a NVIDIA.
A empresa mantém uma parceria com a Comcast para levar computação baseada em GPUs da marca para a borda da rede, arquitetura que reduz diretamente a latência percebida no cloud gaming.
A plataforma GeForce NOW já hospeda parte considerável do catálogo da Take-Two, com franquias mundialmente famosas, como Civilization, Mafia, Borderlands e XCOM.
A ausência notável fica por conta dos títulos da Rockstar Games. Red Dead Redemption e Grand Theft Auto permanecem fora do serviço de streaming.
A eventual inclusão de GTA 6 no GeForce NOW, alinhada ao lançamento para PC, representaria um acréscimo estratégico para o portfólio da NVIDIA e um termômetro para a visão de Zelnick sobre a viabilidade comercial do streaming em larga escala.
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Futuro parece cada vez mais nebuloso
Para bom entendedor, um pingo é letra, como diz o ditado. Com tudo o que foi explicado acima em mente, uma coisa é clara: estamos caminhando rapidamente para um futuro que, cada vez mais, tentará forçar o consumidor a não ter mais nenhum hardware (e nem mídia física), ficando dependente de mensalidades de assinaturas eternas.
É o infame “você não terá nada e será feliz” se tornando cada vez mais realidade. Infelizmente, com os preços cada vez mais inviáveis de hardwares, seja de PCs ou consoles, o consumidor será cada vez mais pressionado a adotar esse modelo de negócio predatório.
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Fonte: WCCFtech
