Criadora de Palworld explica por que não usa IA: “os jogadores não querem isso”
Apesar de ter sido acusada de copiar os designs da série Pokémon e de ter usado a inteligência artificial (IA) generativa para isso, a Pocketpair afirma que não tem a intenção de…

Apesar de ter sido acusada de copiar os designs da série Pokémon e de ter usado a inteligência artificial (IA) generativa para isso, a Pocketpair afirma que não tem a intenção de aplicar a tecnologia em seus projetos. E, segundo a companhia, há um motivo bastante simples para essa decisão: os jogadores não querem isso.
Em uma entrevista ao site GamesRadar, o gerente de comunicação da companhia, John Buckley, se aprofundou no tema. Segundo ele, ficou evidente para o estúdio que jogadores não gostam de produtos feitos com IA generativa, porque eles resultam em experiências de baixa qualidade.

“Os jogadores não querem isso. E, se eles não querem isso, acho que é isso, certo? Não há muito sobre o que conversar”, explica o representante da Pocketpair. Ele também afirmou que, sob seu ponto de vista, não faz sentido que um estúdio deixe de lado o trabalho de artistas simplesmente porque usar a tecnologia está na moda.
Criadora de Palworld imagina um futuro distópico
Durante a entrevista, Buckley afirmou que não acredita necessariamente que estejamos em um momento no qual exista uma bolha. Ao mesmo tempo, ele afirmou que não acredita que a IA generativa vai se manter do jeito atual, especialmente dado o fato de que os investimentos em grandes modelos não se provam rentáveis.
Caso o uso da tecnologia em games continue, o representante de Palworld acredita que podemos chegar a uma versão distópica do futuro. Nela, estúdios vão ter que começar a indicar que seus títulos foram “100% feitos por humanos” como uma forma de tentar se destacar.

Enquanto a resistência de muitos jogadores ao uso da tecnologia vem caindo, muitos desenvolvedores temem seus efeitos. Segundo uma pesquisa da GDC, mais de 50% dos membros da indústria acreditam que a IA é um risco por seu potencial de destruir empregos e de gerar produtos genéricos e de baixa qualidade.
No caso de Palworld, o maior risco à sua sobrevivência é um processo iniciado pela Nintendo, que acusa a Pocketpair de plágio. Ao mesmo tempo, o jogo continua bastante popular e se prepara para chegar no dia 10 de julho à sua versão 1.0, que vai colocar fim a um Acesso Antecipado que já dura mais do que dois anos.
Fonte: GameSpot
