Crise de memória é tão grave que Lexar quer transformar SSDs em RAM
Vimos os preços da memória RAM, especialmente DDR5, explodirem a partir de meados de outubro e novembro do ano passado, tudo por conta da demanda por IA. Depois de chegar a níveis…

Vimos os preços da memória RAM, especialmente DDR5, explodirem a partir de meados de outubro e novembro do ano passado, tudo por conta da demanda por IA. Depois de chegar a níveis absurdos, os preços deram uma estabilizada, mas eles ainda podem dobrar até o fim desse ano. Quem acredita nisso é a Lexar, que afirma já estudar tecnologias para amenizara a situação.
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Para a empresa, essa estabilização recente nos preços, que continuam mais do que o triplo em relação ao período anterior a crise, se dá por um motivo: a tentativa dos lojistas de se livraram do estoque atual, para começaram a vender o próximo já que um novo reajuste. Ele diz ainda que a mudança nos preços levam cerca de oito a nove meses para fazer efeito, então a indústria ainda não viu o pior momento da crise.
"Acho importante ressaltar que ninguém tem uma bola de cristal. Ninguém consegue prever o que vai acontecer", disse um representante da Lexar ao Tom's Guide. Para a empresa, "manter a competitividade independentemente dos preços" é o seu maior objetivo agora.
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Tecnologia de IA ameniza carga na memória RAM
A situação é tão imprevisível que a Lexar já estuda tecnologias para usar chips de SSD (NAND) para assumir funções da RAM e diminuir essa dependência em até 40%. Através de uma "solução de armazenamento por IA", parte das tarefas iriam para o chip de armazenamento em vez da RAM. Isso é importante, já que a produção de DRAM é "cerca de 6x mais cara" do que NAND.
Esse encarecimento gerou um efeito cascata em 2026: com a RAM custando uma fortuna, as vendas globais de processadores e placas de vídeo despencaram, já que os consumidores desistiram de montar novos PCs. O mercado de placas-mãe, por exemplo, encolheu mais de 25%.
Para o consumidor, o alívio vai demorar. A AMD afirma que os preços da memória DDR5 não devem cair antes de 2028. Já no cenário brasileiro, a ADATA, marca forte em nosso país, afirma que essa crise "não vai melhorar", as memórias continuarão caras.
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