Elogiado por militares, clássico perturbador de Stanley Kubrick dispara no Top 5 do streaming
Nem só de novidade se vive um streaming, e o sucesso repentino de um clássico da década de 1980 do diretor Stanley Kubrick na HBO Max prova esse ponto. O film…
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Nem só de novidade se vive um streaming, e o sucesso repentino de um clássico da década de 1980 do diretor Stanley Kubrick na HBO Max prova esse ponto. O filme em questão é Nascido para Matar (1987), que recentemente disparou no top 5 de mais assistidos da plataforma.
No cenário estadunidense, o longa de guerra de Kubrick despontou rapidamente após ser adicionado ao catálogo da HBO Max no começo de setembro, chamando a atenção dos assinantes que sempre tiveram vontade de ver o filme, ou que o conheceram durante o processo de busca para assistir a alguma coisa na plataforma.
Também disponível na HBO Max do Brasil, Nascido para Matar é um clássico obrigatório para quem curte o gênero de ação ou produções que tratam da brutalidade de conflitos bélicos com bastante realismo, sem apelar para a romantização heroica que outros títulos do formato adotam.
Qual é a história de Nascido para Matar?
Inspirado no livro semi-autobiográfico de Gustav Hasford, que serviu como correspondente na Guerra do Vietnã, Nascido para Matar mergulha na realidade brutal e sangrenta do conflito a partir de duas partes.
Tudo começa com o duro treinamento do pelotão de fuzileiros navais estadunidenses sob o ponto de vista de Davis (Matthew Modine), um soldado que lida com o ambiente hostil imposto pelo sargento Hartman (R. Lee Ermey), cujo objetivo é destruir a individualidade dos jovens para transformá-los em máquinas destrutivas.
Enquanto tenta proteger Pyle (Vincent D'Onofrio), seu colega de treinamento que sofre com os abusos psicológicos e físicos vindos de Hartman, Davis consegue vencer os preparativos, sendo enviado para o Vietnã como jornalista para cobrir o conflito. Lá, ele faz o que pode para tentar sobreviver à destruição e aos horrores da sangrenta Batalha de Hué.
Elogiado por especialistas militares
Um dos pontos mais impressionantes do filme de guerra de Kubrick é a maneira realista em como o cineasta reconstrói o treinamento de fuzileiros navais na época da Guerra do Vietnã. A semelhança é tanta que até mesmo militares já chegaram a elogiar a produção, especialmente o trabalho do ator R. Lee Ermey como o abusivo sargento Hartman.
Kubrick parecia saber exatamente o que estava fazendo quando escalou Ermey em Nascido para Matar. Isso porque, para além da carreira como ator, Ermey realmente foi um instrutor de treinamento dos fuzileiros navais dos EUA, adaptando sua própria experiência no cargo para construir a persona odiosa de Hartman. Ele até chegou a improvisar boa parte de suas falas no filme, rendendo momentos emblemáticos.
Foi justamente essa precisão na retratação da figura e da guerra em si que o especialista militar Elliot Ackerman, um ex-oficial dos fuzileiros do país, elogiou durante um evento da Insider, afirmando que era uma representação bastante similar ao que acontecia na época.
“R. Lee Ermey era um instrutor de recrutas, então ele basicamente estava apenas desempoeirando suas habilidades de treinador no filme. Hoje em dia não é tão brutal e repleto de palavrões, mas certamente posso imaginar que em 1967 era”, comentou ele.
Com o estilo lendário de Kubrick, Nascido para Matar fez sucesso na época de seu lançamento e continua fazendo até os dias de hoje pela maneira impressionante em como mostra a desumanização e a perda de identidade em uma guerra, fazendo uma crítica precisa que ecoa até a atualidade.
Se você curte o gênero, aproveite para saber que o novo filme de guerra da Netflix conta história trágica e real; assista ao trailer.
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