Em acordo raro, Intel licencia suas CPUs Atom para startup RosaicLabs
O nome Intel Atom já foi bem conhecido entre quem procurava CPUs de entrada, mas já foi muito tempo que a empresa tem priorizado mais seus E-Cores em componentes acessíveis e proc…

O nome Intel Atom já foi bem conhecido entre quem procurava CPUs de entrada, mas já foi muito tempo que a empresa tem priorizado mais seus E-Cores em componentes acessíveis e processadores para tarefas pouco exigentes. Agora, pode ser que os Atom tenham um retorno, mas através da startup RosaicLabs.
Em um acordo raramente feito na indústria de semicondutores, a Intel concordou em licenciar sua tecnologia Atom para a RosaicLabs, em um acordo register-transfer level (RTL), que essencialmente vai dar ampla liberdade para a startup usar a propriedade intelectual, inclusive criando customizações próprias.

A informação ainda não foi divulgada oficialmente, e vem da Reuters que afirma ter falado com pessoas próximas ao assunto. Dessa forma, não sabemos neste momento quais os planos iniciais da RosaicLabs para seus primeiros componentes Atom, nem se os processadores vão sair com esse nome.
Podemos especular, no entanto, que a companhia vai seguir focada nos segmentos onde a tecnologia é usada, para dispositivos de borda e PCs simples e pequenos.
Segundo o TechPowerUp, a última arquitetura Atom é conhecida pelo codinome Tremont, então pode ser que a startup use núcleos dessa geração ou talvez já comece com uma versão própria.

CEO da Intel e da RosaicLabs têm parceria de longa data
Enquanto o nome da pequena empresa certamente está longe de ser tão conhecido como o da Intel, os chefes das duas companhias se conhecem há algum tempo.
Lip-Bu Tan, CEO da Intel, e Amarjit Gill, líder da RosaicLabs, já atuaram como co-investidores em diferentes companhias. A Rivos foi uma delas, levantada pelos dois e adquirida pela Meta no ano passado. Os executivos também investiram na Nuvia, antes dela ser vendida para a Qualcomm.
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É possível então que essa proximidade tenha ajudado no acordo e até que a atuação da Intel não se resuma ao licenciamento da tecnologia. De todo modo, devemos aguardar declaração oficial das empresas, que não responderam a pedidos de comentários pela Reuters.
