Ex-diretor de Assassin’s Creed Hexe descreve frustração de trabalhar na Ubisoft
Responsável por comandar jogos como Far Cry 2, Tom Clancy’s Splinter Cell: Chaos Theory e Watch Dogs: Legion , Clint Hocking descreve seus últimos anos na Ubisoft como frustrantes…

Responsável por comandar jogos como Far Cry 2, Tom Clancy’s Splinter Cell: Chaos Theory e Watch Dogs: Legion, Clint Hocking descreve seus últimos anos na Ubisoft como frustrantes. Não à toa, ele decidiu deixar o comando de Assassin’s Creed Hexe para se focar em um novo estúdio independente, a Build Machine Games.
Embora não possa comentar publicamente sobre seu trabalho em Hexe, Hocking compartilhou algumas de suas experiências na empresa em uma participação no podcast FRVR. Ele afirma que, conforme os projetos da desenvolvedora começaram a envolver centenas (ou milhares) de pessoas, eles também se tornaram menos agradáveis e ágeis.

O diretor explicou que, na época em que a Ubisoft produziu Splinter Cell: Chaos Theory, podia simplesmente ir até a mesa de um desenvolvedor e conversar com ele. Já na época em que Watch Dogs: Legion foi feito, os feedbacks se tornaram mais lentos e, em alguns casos, demoravam até seis semanas para chegar a quem precisavam.
Ubisoft foi tomada pela burocracia
“Em uma companhia gigantesca com mil pessoas, você vai para uma reunião revisar algum conteúdo, ou missão ou localização, e há 30 pessoas nela”, explicou Hocking. “Diretores e produtores e gerentes de projeto… e muitas vezes o designer de fases que construiu o conteúdo sequer está na reunião”.
O diretor explicou que, graças a camadas crescentes de burocracia, a Ubisoft se transformou em uma máquina pouco eficiente. Ele afirma que, no caso descrito por ele, feedbacks poderiam demorar até seis semanas para serem implementados, porque os desenvolvedores responsáveis teriam que resolver outras pendências antes de isso acontecer.

“Então… vão se passar seis semanas antes de vermos interações nisso, porque a pessoa que precisa fazer essa iteração está trabalhando em outra coisa. Então, no momento que você volta a isso seis semanas depois… o contexto geral é totalmente diferente. Muitas vezes parecia que estávamos mijando contra a corrente”, explicou.
Hockins não é o primeiro ex-membro da Ubisoft a reclamar da empresa e a afirmar o quanto a burocracia dificulta a criação de seus games. E esse parece ser um motivo forte pelo qual ela demora tanto para lançar seus títulos e o processo de criação de Assassin’s Creed Hexe vem encontrando diversas dificuldades.
