Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution nunca vão sair no PS5, promete Xbox
Durante o Xbox Showcase realizado no último domingo (7), a Microsoft veio a público para confirmar que retomou, ao menos parcialmente, sua estratégia de exclusivos. Segundo a empr…

Durante o Xbox Showcase realizado no último domingo (7), a Microsoft veio a público para confirmar que retomou, ao menos parcialmente, sua estratégia de exclusivos. Segundo a empresa, tanto Gears of War: E-Day quanto Clockwork Revolution só vão poder ser jogados em seus consoles e no PC — e versões para o PlayStation 5 nunca vão existir.
No site Xbox Wire, a companhia afirmou que a decisão faz parte de seu “foco no retorno do Xbox” e que mais jogos vão ser afetados no futuro. Ao mesmo tempo, ela revelou que títulos que já haviam sido anunciados como multiplataforma vão manter esse status — caso do remake de Halo, de Forza Horizon 6 e de Fable.

A decisão de retomar a exclusividade de alguns jogos está diretamente ligada à liderança de Asha Sharma. Desde que assumiu como chefe da divisão, a executiva reverteu algumas das decisões de seus antecessores e inclusive abriu um site dedicado a ouvir os pedidos da comunidade.
Xbox explica sua estratégia de exclusivos
Em uma participação no Gamertag Radio, Matt Booty, chefe de conteúdo do Xbox, explicou a nova estratégia da marca. Segundo ele, o processo de exclusividade deve se focar principalmente em jogos single player e que não dependem de grandes comunidades online para se sustentarem.
No entanto, grandes títulos multiplayer ou com elementos de jogos como serviço vão continuar chegando a outras plataformas. Nesse sentido, a Microsoft se aproxima da rival Sony, que também decidiu seguir um caminho semelhante em seus lançamentos futuros.
Queremos dar às pessoas um motivo para comprar um Xbox. Uma razão para ser um fã. Ao mesmo tempo, queremos recompensar todos os nossos jogadores que estão conosco há um longo tempo… sabemos que os exclusivos são importantes
Matt Booty, chefe de conteúdo do Xbox
Booty também afirmou que a empresa não vai quebrar promessas já feitas para o público, o que explica por que alguns jogos ainda estão a caminho do PlayStation 5. Ele também esclareceu que a decisão pela exclusividade de títulos futuros vai ser feita “caso a caso” para que a empresa possa fazer “a decisão certa, não a rápida”.
O discurso é semelhante ao que a Microsoft adotou na época em que começou a trazer alguns títulos de seus estúdios para outras plataformas. Então comandada por Sarah Bond e Phil Spencer (e Booty também estava envolvida), a empresa afirmou que “somente quatro títulos” iriam virar multiplataforma — mas pouco depois isso virou regra para praticamente todos os seus lançamentos.
