Geekbench 7 é lançado com novos testes de IA, AV1 e física em jogos; veja as novidades
O Geekbench 7 chegou com a maior reformulação já aplicada ao benchmark da Primate Labs. A nova versão troca a base de cálculo das pontuações, muda a lógica do teste multi-core, ad…

O Geekbench 7 chegou com a maior reformulação já aplicada ao benchmark da Primate Labs. A nova versão troca a base de cálculo das pontuações, muda a lógica do teste multi-core, adiciona cargas de trabalho de mídia com AV1, Opus e Whisper, e passa a suportar a API CUDA nos testes de GPU.
O programa está disponível para Windows, Linux e macOS, além de Android e iOS, e segue gratuito para uso pessoal. A versão Geekbench 7 Pro, voltada a entusiastas e profissionais de TI, sai com 20% de desconto até 6 de agosto.
O recado mais importante para quem acompanha vazamentos: as pontuações da versão 7 não podem ser comparadas com as do Geekbench 6.
Lançamento saiu antes do material sob embargo
A estreia teve uma curiosidade: a Primate Labs ofereceu informações sob embargo à imprensa, mas nunca enviou os materiais prometidos.
Enquanto isso, a empresa publicou os instaladores, a documentação de cargas de trabalho e os primeiros resultados públicos nos próprios servidores.
O benchmark que costuma ser a origem da maior parte dos vazamentos de hardware acabou se entregando sozinho.

Novos testes cobrem física de jogos, AV1 e Whisper
A versão 7 acrescenta cinco cargas de trabalho dedicadas à CPU, com foco em tarefas que ficaram comuns nos últimos anos:
| Carga de trabalho | O que mede |
|---|---|
| Photo Editor | Operações de edição mais complexas em imagem |
| Game Physics | Simulação com o motor Jolt Physics, usado em jogos atuais |
| Video Encoder | Codificação AV1 para compartilhamento de tela em chamadas |
| Audio Encoder | Compressão com o codec Opus, cenário de gravador e podcast |
| Video Decoder | Decodificação com geração simultânea de legendas via Whisper |
Vários testes da versão anterior saíram de cena ou foram fundidos. Object Remover, Horizon Detection e Photo Filter agora estão dentro do Photo Editor. Os testes separados de Object Detection e Background Blur foram eliminados.
Outras cargas ganharam software e conjuntos de dados atualizados. O Text Processing passou a rodar Python 3.13 no lugar do 3.9, o Asset Compression processa texturas ASTC e BC7 ao lado de geometria Draco, e o File Compression trabalha com arquivos LZ4, zlib e Zstandard.
O Photo Library incorporou suporte a JPEG XL e DNG, além de detectar objetos com o modelo MobileNetV1 SSD.
Multi-core deixa de forçar todos os núcleos
Essa é a mudança conceitual mais relevante da atualização. O teste multi-core não distribui mais toda carga por todos os núcleos disponíveis, e passa a espelhar o comportamento real de cada aplicativo modelado.
O teste de navegador HTML5, por exemplo, saiu da conta multi-core, porque navegadores são majoritariamente single-thread ou pouco paralelizados.
Segundo a Primate Labs, a mudança entrega “uma indicação mais realista do desempenho geral do sistema”, já que a suíte só ativa múltiplas threads quando o programa de referência também usa.
Na prática, apenas oito cargas alimentam a pontuação multi-core:
| Contribuem para o multi-core | Aparecem só no single-core |
|---|---|
| File Compression, Photo Library, Clang, Text Processing, Asset Compression, HDR, Photo Editor e Ray Tracer | Navigation, HTML5 Browser, PDF Viewer, Structure from Motion, Game Physics e as cargas de mídia |
Vale acompanhar esse recorte com olhar atento, já que Game Physics e os testes de mídia ficaram fora do número que a maioria dos leitores olha primeiro, justamente as cargas que mais representam uso moderno de CPU.
Testes de GPU ganham CUDA e cargas de IA
O módulo gráfico saiu do foco exclusivo em jogos, as novas rotinas medem rastreamento facial em tempo real, filtros de redes sociais, ampliação de imagem por inteligência artificial e desfoque de fundo em videochamada.
Entraram ainda cargas de processamento de imagem RAW, correção de cor de vídeo baseada em LUT, Path Tracing e simulação de fluidos.
A adição da API CUDA é a novidade mais concreta para quem usa placas da NVIDIA, já que o Geekbench passa a medir GPUs pela mesma interface usada em aplicações profissionais e de IA. OpenCL, Vulkan e Metal seguem suportados.
Ryzen 7 7700 substitui o Core i7-12700 como base
A calibração das notas mudou de dono; a pontuação de referência continua em 2.500 pontos, mas agora está ancorada em um sistema Lenovo Legion equipado com um Ryzen 7 7700. O Geekbench 6 usava uma estação Dell Precision 3460 com Core i7-12700.
A Primate Labs faz questão de explicar o que o número significa. A base é uma referência de calibração, não uma nota que todo PC com esse processador deve alcançar. Um resultado de 5.000 pontos indica o dobro do desempenho medido no sistema de referência dentro do Geekbench 7.
A troca coloca os processadores da AMD como régua da plataforma pela primeira vez, depois de anos de calibração sobre hardware Intel.
Primeiros resultados públicos já estão no banco
Mesmo sem a distribuição formal do material sob embargo, usuários baixaram e rodaram a versão 7. O banco público do Geekbench Browser já registra máquinas com chips Apple da série M e processadores recentes de AMD e Intel.
| Sistema | Single-core | Multi-core |
|---|---|---|
| Apple M5 Max (18 núcleos) | 3.783 | 35.535 |
| Intel Core Ultra X7 358H (16 núcleos) | 2.491 | 18.263 |
| AMD Ryzen 9 7945HX (16 núcleos) | 2.319 | 15.926 |
| AMD Ryzen 7 8845HS (8 núcleos) | 1.286 | 7.194 |
Os números foram enviados em 23 de julho e servem apenas como primeira fotografia da nova escala, sem valor comparativo com a base acumulada da versão 6.
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Versão 7 foi anunciada em março como resposta ao BOT da Intel
A chegada do Geekbench 7 tinha uma promessa pendente desde março. Na época, a Primate Labs revelou que a Binary Optimization Tool, ferramenta opcional presente em parte dos chips da Intel das linhas Core Ultra Series 3 e Core Ultra 200 Plus, estava reconhecendo as cargas do benchmark e otimizando a CPU especificamente para elas.
O que tínhamos eram pontuações que não demonstravam o comportamento do processador em programas sem suporte à ferramenta. A empresa anunciou que a próxima versão detectaria o uso do BOT e impediria a inflação artificial das notas.
Com a versão 7 no ar, esse mecanismo entra em operação junto com a nova calibração. Quem for comparar processadores nas próximas semanas precisa checar duas coisas antes de citar qualquer número: a versão usada no teste e se a máquina rodava alguma camada de otimização específica.
Fonte(s): Primate Labs, Geekbench Browser e Tom’s Hardware
