Globo cria estádio virtual com 200m² de telões de LED para a Copa; conheça
A Globo levou as arquibancadas para dentro do próprio estúdio na Copa do Mundo: o novo espaço da emissora, usado para transmissões sobre o mundial feitas no Brasil, conta com um p…

A Globo levou as arquibancadas para dentro do próprio estúdio na Copa do Mundo: o novo espaço da emissora, usado para transmissões sobre o mundial feitas no Brasil, conta com um painel de LED de 200 m² que replica um estádio com mosaico em movimento.
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Enquanto a transmissão dos jogos será feita por uma equipe in loco no Canadá, nos Estados Unidos e no México, o novo estúdio será usado para programas que abordam a competição entre os canais do conglomerado, incluindo “Central da Copa”, da TV Globo, e “Partiu Copa”, do SporTV.
Como o painel funciona
A empresa afirma que o painel é o único do tipo na América do Sul, feito em parceria com a Sony, e dispensa o uso do chroma key (uma tela em cor sólida que posteriormente é substituída por uma imagem ou vídeo).
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O display aparece em alta resolução no próprio estúdio e pode ser direcionado de acordo com planos e cortes de câmera para mostrar a arquibancada em diferentes profundidades. O processo, chamado de “produção virtual”, permite adaptar a imagem de fundo conforme o ponto de vista da câmera.
A Globo já tinha adotado cenários virtuais em coberturas passadas, como os Jogos Olímpicos de Paris em 2024 e a Copa do Mundo do Catar em 2022, replicando as cidades de cada competição. Porém, com a Copa disputada em três países-sede, a opção foi criar um estádio “próprio” para abrigar todo o torneio.
”Nós resolvemos trazer o conceito da torcida nas arquibancadas, contando essa história. O cenário está colocado dentro do estádio, de forma que o fundo do espaço é justamente a torcida”, explica o Diretor de Pós-Produção e Design da Globo, Fernando Alonso.
Mosaico traz o enredo da competição
A ambientação aposta nos famosos mosaicos das arquibancadas por todo o mundo, então gradualmente o cenário muda para destacar bandeiras, partidas e outros acontecimentos importantes da Copa.
A interface foi desenvolvida para controlar cada “torcedor” individualmente dentro da arquibancada, o que aumenta a flexibilidade na hora de trazer os destaques do evento.
“Aquilo não é uma camada que troca, são vários ‘torcedores’, cada um segurando uma plaquinha: se trocar um pedacinho, só aquele espaço vai mudar. Nós conseguimos controlar o miúdo, então isso traz ideias infinitas para enriquecer a Copa. A Copa é imprevisível, mas tem uma forma de contar de várias maneiras”, acrescenta Alonso.
Realidade aumentada e espaço para interatividade
O estúdio ainda conta com outros elementos virtuais, como balões digitais de jogadores, troféus e bolas da Copa do Mundo para contribuir com a narrativa. A empresa ainda usa realidade aumentada para trazer modelos dos estádios e aspectos visuais da cobertura.
Por fim, a Globo aposta na interatividade com o público para reformular o cenário, com direito a enquetes por emojis e um espaço para criar e enviar uma arte para o mosaico.
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