Golpes de identidade colocaram quase R$ 2 bi em risco no Brasil
Tentativas de fraude com identidade digital poderiam causar até R$ 1,98 bilhão em prejuízos no primeiro trimestre, caso não fossem bloqueadas . É o que mostra o Mapa da Fraude, ap…

Tentativas de fraude com identidade digital poderiam causar até R$ 1,98 bilhão em prejuízos no primeiro trimestre, caso não fossem bloqueadas. É o que mostra o Mapa da Fraude, apresentado pela Serasa Experian nesta quinta-feira (18).
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O levantamento faz um retrato do cenário de golpes no Brasil, marcado pelo uso de inteligência artificial para torná-los mais convincentes.
Ao longo dos três primeiros meses de 2026, a companhia identificou quase 1,5 milhão de tentativas em cadastros e validações de identidade, o equivalente a uma abordagem a cada cinco segundos. A alta é de 36,6% em relação ao mesmo período de 2025.
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A fraude de identidade digital quando criminosos utilizam dados de terceiros, documentos falsos ou informações manipuladas para se passar por outra pessoa em cadastros e transações online. No geral, esse tipo de golpe costuma aparecer em abertura de contas, pedidos de cartão, compras e contratação de serviços digitais.
Entre os segmentos analisados, meios de pagamento tiveram o maior volume de tentativas de fraude de identidade, com 644,5 mil ocorrências no trimestre, o equivalente a 43,1% do total. Em seguida aparecem telefonia, com 313,2 mil casos, e bancos e cartões, com 259,1 mil registros.
A região Sudeste concentrou a maior fatia das tentativas de fraude no Brasil, seguido pelo Nordeste, com 333,1 mil, e pelo Sul, com 216,1 mil. Em São Paulo, o estado registrou sozinho mais de 230 mil ocorrências, o equivalente a 15,8% de todo o acumulado no país.
IA torna golpes mais convincentes
A pesquisa também mostra uma das principais tendências neste universo nos próximos meses: o uso de inteligência artificial para ataques. Afinal, a tecnologia pode ser utilizada indevidamente para criar mensagens mais naturais, páginas falsas mais críveis e perfis sintéticos mais difíceis de identificar.
Os golpistas também se concentram em táticas para manipular buscas de IA para incluir números de call center falsos.
Deepfakes, com áudios e vídeos manipulados por IA para simular pessoas reais, também aparecem entre os pontos de atenção. A técnica chama a atenção em abordagens baseadas em engenharia social, que pode ser aplicada para dar mais escala e realismo às tentativas.
É o caso de transmissões ao vivo e de anúncios falsos que utilizam imagens de figuras públicas para aplicar golpes. Há, também, casos de criminosos que se passam por executivos em reuniões de empresas.
152 mensagens por minuto
Na camada de cibersegurança, o estudo identificou 19,7 milhões de mensagens associadas a golpes entre janeiro e março, uma média de 152 mensagens por minuto.
A companhia também mapeou cerca de 10 mil anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, alta de 8,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025, e um crescimento de 139% na presença de grupos de circulação e troca de conteúdo fraudulento.
Segundo o vice-presidente de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Eric Dhaese, esse dado indica que a fraude digital depende cada vez mais de redes organizadas de disseminação.
“A fraude está cada vez mais estruturada. Não se trata apenas de uma mensagem suspeita chegando ao consumidor, mas de um ecossistema de anúncios, perfis, páginas, aplicativos e grupos que sustentam a disseminação das tentativas”, afirma.
E-commerce
No comércio eletrônico, quase 1 a cada 100 transações foi considerada tentativa de fraude no período, totalizando mais de 368 mil registros no período. Essas abordagens somaram R$ 337,9 milhões em valor preservado por soluções antifraude.
O ticket médio das compras fraudulentas foi de R$ 917,52, valor 62% superior ao dos pedidos legítimos, o que indica uma busca por compras de maior retorno financeiro.
Em relação à quantidade de tentativas por categorias, “Beleza” liderou com aproximadamente 33 mil ocorrências, acompanhada por “Calçados”, com 29,4 mil, e “Saúde”, com 18,9 mil.
Já no recorte de risco, a categoria “Celulares” aparece no topo, com índice de 3,11%. Também aparecem entre os recorte de maior risco “Acessórios eletrônicos”, com 2,62%, e “Eletrônicos”, com 2,11%.
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