Google e MediaTek criam chip que une CPU e IA no mesmo pacote para a próxima geração de agentes inteligentes
Há alguns meses, a Google revelou sua mais recente família de TPUs, que incluía a v8i “Zebrafish” (otimizada para inferência), desenvolvida pela MediaTek, e a v8t R…

Há alguns meses, a Google revelou sua mais recente família de TPUs, que incluía a v8i “Zebrafish” (otimizada para inferência), desenvolvida pela MediaTek, e a v8t “Sunfish” (otimizada para treinamento), desenvolvida pela Broadcom.
Para sua TPU de próxima geração, a gigante pretende implementar capacidades tanto de inferência quanto de treinamento em um único chip. E o codinome interno seria “Triggerfish”, fazendo parte da série aprimorada TPUv9.
Agora, parece que a MediaTek desenvolverá novamente o chip para a Google. Espera-se que a produção em massa da série TPUv9 comece no terceiro trimestre de 2027, com o “Humufish” sendo o primeiro, seguido pelo “Triggerfish” no quarto trimestre de 2027.
Ambos os chips atingirão escala de produção em volume em 2028.
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Inferência e treinamento em chip único

Os principais destaques do TPUv9 “Triggerfish” incluem uma SRAM maior e um novo bloco de CPU (tile) adicionado pela MediaTek para gerenciar a alternância de cargas de trabalho de Inteligência Artificial entre treinamento e inferência.
Esse novo bloco de CPU estará presente no mesmo encapsulamento que o die de computação principal. Mais impressionante, o total de remessas de TPUs em 2027 está estimado para entre 10 e 11 milhões de unidades.
A estratégia a Google com suas TPUs evoluiu substancialmente nos últimos anos. Desde que a empresa ingressou no mercado de chips personalizados, ela expandiu rapidamente sua linha de chips com aceleradores específicos para determinadas cargas de trabalho.
Com a próxima geração, a empresa busca criar uma solução integrada capaz de lidar com fluxos de trabalho de inferência e treinamento, oferecendo simultaneamente uma memória cache SRAM maior (2 a 3 vezes superior) para atender às demandas da IA Agêntica.
Participação azul
Espera-se também que o Google introduza uma nova linha otimizada dentro da família TPUv9, com modelos como o “Humufish” utilizando a tecnologia de encapsulamento EMIB da Intel. Em comparação com o CoWoS (2.5D), diz-se que o EMIB é muito mais versátil, oferecendo projetos escaláveis e de baixo custo.
Espera-se que o chip TPUv9 “Humufish” (anteriormente v8e) tenha seu die de computação principal fabricado pela própria Google, enquanto o design de E/S (I/O) e do back-end ficará a cargo da MediaTek.
O chip v9 “Triggerfish” utilizará memória HBM4E, ao passo que o v9 “Humufish” deverá utilizar DRAM HBM4.
Mudanças?
Relatos sugeriram que os próximos chips TPU da Google poderiam ser fabricados pela Intel, com volumes estimados em até 3 milhões de unidades. Porém, analistas de mercado afirmam que a fabricação continuará sendo feita pela TSMC, cabendo à Intel a etapa de encapsulamento (packaging).
Em contrapartida, considerando os gargalos persistentes na cadeia de suprimentos e à sobrecarga da TSMC com pedidos de chips da NVIDIA, AMD e Apple, existe a possibilidade de a Google transferir parte da produção para a Intel Foundry.
Com o TPUv9 “Triggerfish”, a Google pretende transformar o cenário de hardware para IA em parceria com a MediaTek. Ao integrar capacidades de treinamento e inferência em um único chip, ele oferecer uma solução versátil e de alto desempenho, projetada para atender às demandas da IA Agêntica.
Fontes: @jukan05 e @mingchikuo.
