Hackers vazam dados da Trump Mobile e escancaram despreparo da operadora
A Trump Mobile enfrenta um novo problema de segurança após hackers divulgarem dados pessoais ligados a 3.615 pessoas na dark web. O vazamento inclui nomes, endere&cc…
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A Trump Mobile enfrenta um novo problema de segurança após hackers divulgarem dados pessoais ligados a 3.615 pessoas na dark web. O vazamento inclui nomes, endereços residenciais, e-mails, números de telefone e informações sobre pedidos, enquanto os criminosos afirmam que a empresa chegou a dizer que não tinha uma equipe interna preparada para lidar com a invasão.
O ataque foi reivindicado pelo grupo de cibercriminosos BYOD. Segundo os hackers, a entrada nos sistemas ocorreu após a infecção do computador de um funcionário da Liberty Mobile com um trojan de acesso remoto, conhecido pela sigla RAT. A empresa da Flórida fornece a infraestrutura de operadora móvel virtual, ou MVNO, usada pela Trump Mobile.
Ainda não há uma confirmação independente sobre a maneira exata como a invasão ocorreu. Trump Mobile e Liberty Mobile também não haviam divulgado uma explicação pública sobre o incidente até a publicação das reportagens consultadas.
Hackers dizem que Trump Mobile não tinha equipe para lidar com ataque
O ponto que mais chama atenção no episódio aparece no relato dos próprios invasores. O BYOD afirma ter avisado a Trump Mobile sobre a invasão e diz que recebeu como resposta que a empresa “não tinha equipe para lidar com isso”. O grupo também alega que a companhia chamou de “terroristas” aqueles que invadissem seus sistemas.
A declaração foi divulgada pelos responsáveis pelo ataque e não foi confirmada pela operadora. Ainda assim, a Trump Mobile não havia apresentado publicamente sua versão sobre esse contato até então.
Os hackers também afirmam que continuam com acesso ao painel administrativo da Trump Mobile. Ao Straight Arrow News, o grupo forneceu uma captura de tela que supostamente mostrava dados pessoais de um cliente dentro do sistema.
Parte das informações vazadas foi verificada pelos veículos que tiveram acesso ao material. Pessoas contatadas pelo Straight Arrow News e por outros sites confirmaram a autenticidade de dados presentes no arquivo.
Entre os registros está Eric Brunnett, vice-presidente e diretor de tecnologia da Trump Organization. A lista também inclui dados de usuários que iniciaram o processo de contratação do serviço, mas não chegaram a concluir a assinatura.
Isso significa que os 3.615 registros divulgados não devem ser tratados simplesmente como o número exato de assinantes ativos. O BYOD afirma que roubou dados de toda a base da MVNO da Trump Mobile, mas as reportagens encontraram também informações de potenciais clientes e pessoas que abandonaram o cadastro antes de concluí-lo.
Trump Mobile já havia exposto dados de clientes
O incidente ocorre poucos meses depois de outro problema envolvendo informações pessoais na Trump Mobile.
Em maio, a própria companhia confirmou que nomes, endereços, telefones, e-mails e identificadores de pedidos de clientes ficaram acessíveis por páginas públicas na internet. Na ocasião, a empresa atribuiu o problema a uma plataforma terceirizada usada em parte de suas operações e afirmou que seus próprios sistemas não haviam sido invadidos.
A exposição foi revelada após pesquisadores mostrarem que informações de clientes podiam ser obtidas pelo site. A Trump Mobile disse naquele momento que analisava se seria necessário avisar individualmente as pessoas afetadas. Não foram encontradas evidências de exposição de dados financeiros naquele episódio, segundo a empresa.
O novo caso é diferente porque envolve uma invasão reivindicada por um grupo hacker e a publicação dos dados na dark web. A recorrência de problemas em poucos meses, somada à alegação de que não haveria uma equipe interna dedicada a responder ao ataque, levanta questionamentos sobre a estrutura de segurança da operação.
A própria política de privacidade da Trump Mobile informa que a empresa coleta dados como nome, telefone, e-mail e endereços de cobrança e entrega. O documento também afirma que essas informações são usadas, entre outras finalidades, para detectar incidentes de segurança e combater atividades fraudulentas.
O que é a Trump Mobile?
Lançada em junho de 2025, a Trump Mobile usa a marca Trump sob licença e oferece planos de telefonia nos Estados Unidos. Apesar do nome, o serviço não é operado diretamente pela Trump Organization: os termos atuais identificam a T1 Mobile LLC como responsável pela operação da Trump Mobile.
A empresa também vende o smartphone T1, que já enfrentou atrasos de entrega e mudanças nas alegações sobre sua fabricação nos Estados Unidos. O aparelho posteriormente foi identificado como uma versão modificada do HTC U24 Pro.
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