IA muda ritmo dos ataques e força empresas a priorizar vulnerabilidades
As vulnerabilidades passaram a responder cerca de 40% das exposições críticas registradas em ambientes corporativos em 2026, mais que o dobro da proporção observada no ano anterio…

As vulnerabilidades passaram a responder cerca de 40% das exposições críticas registradas em ambientes corporativos em 2026, mais que o dobro da proporção observada no ano anterior. Ainda assim, menos de um em cada 12 alertas exigia ação urgente.
É o que mostra um levantamento da Check Point Software divulgado nesta quarta-feira (8) ao Canaltech.
Segundo a empresa de cibersegurança, a pressão aumenta com ferramentas de ataque assistidas por IA, capazes de testar falhas conhecidas, credenciais vazadas e sistemas expostos em maior escala e velocidade.
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Por outro lado, isso não significa que o número absoluto de vulnerabilidades tenha dobrado.
O indicador mostra que essa categoria ganhou participação entre todas as exposições consideradas críticas. Depois de validar quais falhas poderiam realmente ser exploradas, a companhia classificou apenas 7,8% dos alertas de vulnerabilidade como críticos ou de alta prioridade.
IA encurta janela de reação
A Check Point Software usa a expressão “intervalo de exposição” para descrever o período entre a identificação de uma vulnerabilidade e sua correção. É nessa janela que atacantes podem explorar a falha antes que a equipe de segurança consiga avaliar o risco e agir.
“Os atacantes conseguem testar um número cada vez maior de exposições, em mais organizações e em velocidade superior à capacidade de análise manual das equipes de segurança”, afirma Yochai Corem, vice-presidente e gerente-geral da unidade de Exposure Management da Check Point Software.
Quanto menor esse intervalo, menos tempo as equipes têm para avaliar o volume de alertas e definir quais correções devem vir primeiro. Nesse cenário, a priorização se torna tão importante quanto a própria detecção.
“As organizações que conseguem se manter à frente são aquelas capazes de identificar rapidamente o pequeno conjunto de riscos realmente exploráveis em meio ao enorme volume de alertas e corrigi-los sem comprometer a operação”, complementa o executivo.
O relatório “Sob Pressão: Relatório sobre o Desafio da Gestão de Exposições 2026” analisou dados de 715 organizações clientes da plataforma Check Point Exposure Management em cinco regiões, incluindo a América Latina. As informações foram coletadas entre 1º de janeiro de 2025 e 24 de maio de 2026.
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