Intel permite que iGPU use até 93% da RAM nos futuros Panther Lake
A Intel liberou um novo driver de estação de trabalho que permite às iGPUs Arc Pro dos processadores Panther Lake alocar até 93% da memória RAM do sistema. Em uma máquina com 64 G…

A Intel liberou um novo driver de estação de trabalho que permite às iGPUs Arc Pro dos processadores Panther Lake alocar até 93% da memória RAM do sistema. Em uma máquina com 64 GB, isso significa até 59,5 GB de memória de trabalho à disposição dos gráficos integrados.
O pacote atende às GPUs Arc Pro B390 e B370, integradas aos chips Core Ultra Series 3, além das gerações anteriores de Core Ultra (Series 1 e 2) e das placas dedicadas Arc Pro das séries A e B. A função opera em sistemas com Windows 10 e Windows 11.
A novidade central está justamente na inclusão da geração mais recente, já que o recurso existia em versões anteriores do driver com um teto menor. Nas notas de lançamento, a Intel descreve o funcionamento em termos diretos:
“GPUs Intel Arc Pro integradas em processadores Intel Core Ultra selecionados (séries 3, 2 e 1) vão suportar alocações variáveis e ampliadas de memória gráfica em sistemas Windows 10 e Windows 11”
Memória compartilhada, não VRAM dedicada
Vale separar as coisas antes de qualquer comparação com placas de vídeo: os 59,5 GB não são VRAM dedicada. As iGPUs Arc Pro continuam usando a memória do sistema, dividida com o processador e limitada pela banda dos módulos DDR ou LPDDR, bem inferior à da GDDR presente em placas dedicadas.
A alocação também é dinâmica, e não uma reserva fixa. O sistema cede memória à iGPU conforme a demanda da carga de trabalho, o que evita sufocar o processador em tarefas comuns do dia a dia.
O ganho aparece nos usos que esbarram no limite de memória gráfica: renderização em estações de trabalho, visualização de projetos pesados e, principalmente, IA local, em que o tamanho do modelo carregado depende diretamente da memória disponível.

Teto sobe de 87% para 93% da RAM
A liberação de memória para as iGPUs da Intel vem crescendo em etapas desde o ano passado, e a tabela abaixo resume a evolução do recurso nos drivers da empresa:
| Lançamento | Abrangência | Limite de alocação |
|---|---|---|
| Driver de consumo (agosto de 2025) | Core Ultra Series 1 e 2 | Até 87%, com padrão de 57% |
| Driver Arc Pro (dezembro de 2025) | Arc Pro integradas em Series 1 e 2 | Até 87% (28 GB em sistemas de 32 GB) |
| Driver Arc Pro atual | Inclui Series 3 (Panther Lake) | Até 93% (59,5 GB em sistemas de 64 GB) |
Além da expansão de memória, a Intel lista ganhos de desempenho no SPECviewperf 15 em 1080p na comparação com o driver do primeiro trimestre de 2026. No teste blender-01, a média sobe até 15% nas GPUs Arc Pro da série B e até 5% nas Arc Pro integradas dos Core Ultra Series 3.
O pacote acumula ainda as melhorias das versões anteriores, caso do painel de controle redesenhado do zero, introduzido no fim de 2025 para facilitar o ajuste das configurações gráficas.
Espaço para rodar modelos de IA de 70 bilhões de parâmetros
Na prática, a mudança mira quem quer executar modelos de linguagem localmente sem investir em GPU dedicada de alto custo. Segundo análise do TweakTown, um sistema de 32 GB passa a comportar um Qwen 2.5 de 32 bilhões de parâmetros em quantização de 4 bits com janela de contexto confortável.
Já as estações com 64 GB abrem espaço para modelos do porte do Llama 3 de 70 bilhões de parâmetros, com folga para o cache KV e a estabilidade do sistema. É o tipo de carga que antes exigia GPUs dedicadas com muita VRAM ou soluções em nuvem.
A capacidade, porém, resolve só metade da equação, porque a velocidade de execução depende da banda de memória e do poder de cálculo.
Os Panther Lake trabalham com LPDDR5X-9600 e banda na casa dos 150 GB/s, fração do que oferece uma GPU dedicada com GDDR, o que limita a fluidez de modelos muito grandes mesmo com memória de sobra.
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Velocidade da RAM define o ganho real
Existe uma informação limitante na hora de escolher a máquina: a Intel exige LPDDR5X de pelo menos 7.467 MT/s para que as iGPUs B390 e B370 apareçam com o nome Arc Pro no sistema. Abaixo disso, elas são rebaixadas para o rótulo genérico “Intel Graphics”.
Testes independentes justificam o rigor, já que a B390 rodando com DDR5-5600 em módulos SO-DIMM perdeu cerca de 16% no 3DMark na comparação com a mesma iGPU alimentada por LPDDR5X. Quanto mais memória a GPU integrada puder ocupar, mais a banda vira o gargalo.
Para quem avalia os notebooks profissionais com Core Ultra Series 3, a conta fica assim: os 93% de alocação só entregam o prometido em configurações com memória rápida, e essa especificação raramente ganha destaque nas fichas técnicas dos fabricantes.
Fonte(s): Intel, TweakTown e Tom’s Hardware
