Microsoft quer fazer o Windows 11 rodar melhor em PCs com apenas 8 GB de RAM
Pavan Davuluri , diretor de Windows e Dispositivos da Microsoft, confirmou na sexta-feira (31) que a empresa concentrará esforços em melhorias de desempenho para PCs com 8 GB de m…

Pavan Davuluri, diretor de Windows e Dispositivos da Microsoft, confirmou na sexta-feira (31) que a empresa concentrará esforços em melhorias de desempenho para PCs com 8 GB de memória RAM ou mais.
A declaração foi feita em uma publicação no X (antigo Twitter) e estabelece um plano de trabalho que se estende até o final de 2026, atingindo também as áreas de configuração inicial, controles familiares e interação por voz no sistema operacional.
A revelação indica que o lançamento do Surface com 8 GB de RAM não representou um teste isolado de mercado.
Em março, a Microsoft já havia se comprometido com melhorias significativas no Windows, com o objetivo de aumentar a velocidade, estabilidade e maior controle do usuário sobre as atualizações.
Naquele momento, a empresa também prometeu reformular o menu Iniciar e a barra de tarefas para oferecer mais flexibilidade, além de reduzir a presença do Copilot nos aplicativos nativos do sistema.
Desde então, mudanças foram aplicadas ao programa Windows Insider, com prévias de alterações na barra de tarefas e no menu Iniciar. Os widgets do Windows foram silenciados e o Explorador de Arquivos também recebeu ajustes.

Por que o consumo de memória se tornou prioridade no Windows
A racionalização do consumo de memória ganhou urgência conforme rivais como a Apple lançaram dispositivos otimizados com 8 GB de RAM.
Os MacBook Neo, por exemplo, demonstraram a integração profunda entre o sistema operacional e o silício projetado internamente pela companhia.
O ecossistema Windows respondeu com versões de 8 GB do Surface Laptop e de outros PCs. Contudo, as limitações históricas de desempenho e gerenciamento de abas em navegadores fizeram dessa configuração mais um problema do que uma vantagem competitiva.
O papel do WinUI 3 na eficiência do sistema
Chris Anderson, desenvolvedor da equipe WinUI da Microsoft, identificou o framework WinUI 3 como área central de desenvolvimento.
O framework controla diversos elementos visuais e funcionais do Windows. Davuluri reforçou essa avaliação ao detalhar as frentes de trabalho em curso.
Segundo o executivo, a empresa introduziu melhorias contínuas na eficiência de memória do Windows. As ações incluem o uso de um alocador de memória mais eficiente para reduzir a sobrecarga em aplicativos e componentes.
Há também o ajuste constante do WinUI 3, para que os aplicativos construídos sobre ele consumam menos memória por padrão. A Microsoft ainda promove eficiências nos componentes Chromium e Webview2 quando estes aparecem no sistema operacional.

As prioridades para o Windows até dezembro de 2026
Davuluri destacou quatro iniciativas de trabalho em sua publicação:
- Na integração e configuração, a meta é entregar uma experiência pronta para uso mais rápido e eficiente;
- Por sua vez, a otimização de memória para 8 GB ou mais busca reduzir o consumo de memória do Windows e garantir uma experiência ágil e responsiva nos PCs de uso diário;
- Na área familiar, o foco está em proporcionar uma configuração mais rápida e facilitar o acesso a controles parentais;
- Quanto às ferramentas de voz, o objetivo é tornar a interação mais natural e fluida nos aplicativos usados cotidianamente.
A complexidade da configuração inicial e os desafios de uso
Os requisitos de hardware oficiais para o Windows 11 especificam 4 GB de RAM, não 8 GB. Ainda assim, usuários de PCs de entrada reconhecem que até mesmo 8 GB representam um limite apertado na prática.
A Microsoft não detalhou publicamente os Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs) ou métricas de desempenho que definem a responsividade aceitável para um PC de baixo custo.
O processo da chamada “experiência pronta para uso“, conhecido como OOBE (Out-of-Box Experience), permanece complicado.
Para quem estiver por fora, estamos falando daquelas telas de configuração inicial que aparecem quando você liga um dispositivo novo ou reinstala um sistema operacional pela primeira vez.
Não menos importante e por sua vez, no ambiente familiar do Windows, a implantação de limites de tempo de tela demonstra eficácia. No entanto, a comunicação desses limites para pais e filhos, especialmente quando o tempo de uso se aproxima do esgotamento, ainda pode ser aprimorada.

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Comunicação por voz ainda enfrenta barreiras de adoção
O objetivo da Microsoft com as ferramentas de comunicação por voz gera algumas dúvidas. A adesão dos usuários segue baixa por questões de privacidade e pelo desejo por desempenho.
Esse cenário piora mais quando concorrentes como o Claude, da Anthropic, reforçam que o teclado permanece como elemento central na interação com inteligências artificiais.
Para finalizar, ressaltamos que os feedbacks gerados pelo programa Windows Insider continuam sendo canais valiosos para engenheiros e gerentes de produto da Microsoft.
Davuluri afirmou que a empresa pretende levar adiante tudo o que foi aprendido desde março e fechar o ciclo de retorno com os usuários até o final de 2026.
E aí? Acha que, finalmente, teremos um “efeito colateral positivo“, depois de uma enxurrada de notícias negativas nos últimos anos? Compartilhe as suas expectativas e continue acompanhando o Adrenaline!
Fonte: PC World
