Microsoft remove do ar outra recomendação de PC ideal para jogos ter 32GB de RAM
A Microsoft removeu silenciosamente dois artigos de Auxílio e aprendizado do Windows que recomendavam 32 GB de RAM como configuração ideal para jogos no Windows 11. Os documentos,…

A Microsoft removeu silenciosamente dois artigos de Auxílio e aprendizado do Windows que recomendavam 32 GB de RAM como configuração ideal para jogos no Windows 11.
Os documentos, publicados em novembro de 2025 e maio de 2026, agora redirecionam para a página inicial da Central.
A exclusão ocorre enquanto a empresa lança novos dispositivos Surface com 8 GB de RAM e anuncia otimizações para reduzir o consumo de memória do sistema operacional até o final de 2026.
A mídia internacional identificou a remoção do primeiro documento em janeiro de 2026. O guia, intitulado “Como otimizar sua configuração de PC gamer“, descrevia 16 GB como suficientes para a maioria dos jogadores, mas classificava 32 GB como ideais para títulos exigentes e uso intenso de mods.
O texto também apresentava os PCs Copilot+ como caminho para atingir essa configuração. Meses depois, um segundo artigo que chamava 32 GB de zona sem preocupações foi igualmente retirado do ar.
A Surface Pro 12 e o Surface Laptop 13 chegaram ao mercado em junho com configurações básicas de 8 GB de RAM por 849 e US$ 949 (entre 4.345,82 e R$ 4.857,69, respectivamente, em conversão direta).
Esses modelos não atendem ao requisito mínimo de 16 GB exigido para a certificação Copilot+. O Surface Laptop for Business também foi flagrado com opções de 8 GB custando US$ 1.299 (~ R$ 6.649,26).

Preços de RAM disparam e remessas de PCs caem 4,9%
Os preços da DRAM subiram de forma acentuada ao longo de 2026, pressionados pela demanda da indústria de inteligência artificial. O mercado de memória deixou de ser acessível para fabricantes e consumidores, e a Microsoft não ficou imune ao cenário.
Em 25 de junho, as páginas de venda do Surface Laptop passaram a descrever os 8 GB de RAM como ótimos para uso diário como navegação, streaming, tarefas escolares e aplicativos de produtividade, uma mudança em relação ao discurso que sustentou por mais de um ano.
As remessas globais de PCs registraram queda de 4,9% no segundo trimestre na comparação anual, o primeiro declínio após nove trimestres consecutivos de crescimento. A IDC projeta retração de 11,3% no acumulado do ano, com a escassez de memória podendo se estender até 2027.
Jitesh Ubrani, analista da IDC, afirmou em nota de junho que os fabricantes devem responder à crise com uma combinação de novo silício e um sistema operacional mais eficiente da Microsoft.
Arquitetura do Windows 11 agrava o consumo de memória
Uma parcela expressiva dos aplicativos populares do ecossistema Windows é construída como wrappers Electron, que consomem mais RAM do que código nativo.
Essa arquitetura explica por que 8 GB sempre pareceram insuficientes, mesmo com o requisito mínimo oficial do sistema sendo de apenas 4 GB.
A Microsoft confirmou que aplicativos nativos ainda utilizam mais memória do que o necessário e está afastando desenvolvedores de soluções baseadas em web-wrapper como parte de uma limpeza mais ampla.
Um redesenho de interface construído em torno do WinUI, framework nativo do Windows 11, está em desenvolvimento.
O WinUI é consideravelmente mais leve que o WebView2, e ferramentas legadas como o Gerenciamento de Impressão já foram reconstruídas em WinUI 3, seguindo o tratamento dado anteriormente à caixa Propriedades e a outros componentes do sistema.

Otimização de memória para 8 GB chega até o fim de 2026
A descrição oficial da iniciativa afirma que a empresa está reduzindo o consumo de memória do Windows para oferecer uma experiência rápida e responsiva nos PCs que os clientes usam todos os dias. A previsão de disponibilidade geral é até o final de 2026.
A Microsoft mantém 4 GB como requisito mínimo para o Windows 11 e 16 GB como exigência para PCs Copilot+.
A empresa não pode mais vender 32 GB como padrão em um mercado no qual a memória está cara, nem continuar comercializando hardware Surface de 8 GB que sofre sob o próprio sistema operacional. Tornar o Windows 11 mais leve resolve ambas as situações simultaneamente.
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Participação de mercado e o papel do WinUI
O Windows 11 não perdeu espaço significativo para sistemas alternativos. Relatos de que o Linux teria alcançado 10% do mercado de desktops em 2026 foram distorcidos por bots rastreadores de IA que inflaram as métricas.
Satya Nadella mencionou recentemente investimentos em qualidade e nos fundamentos do Windows 11, enquanto a migração de componentes legados para WinUI 3 avança como parte da estratégia de redução do consumo de recursos.
A Microsoft não explicou oficialmente por que removeu ambos os artigos com recomendações de 32 GB. O guia substituto disponível atualmente na página de Auxílio e aprendizado do Windows não inclui nenhuma menção às orientações anteriores sobre memória.
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Fontes: Windows Latest | VideoCardZ
