Modder transforma dispositivo com tela E-Ink em um emulador de Game Boy a 60Hz
Hacks criativos nem sempre são muito práticos, mas sempre valem a pena de ser vistos em ação. Esse é o caso de um projeto do Wenting Channel, comandando por Wenting Zhang, que tra…

Hacks criativos nem sempre são muito práticos, mas sempre valem a pena de ser vistos em ação. Esse é o caso de um projeto do Wenting Channel, comandando por Wenting Zhang, que transformou um dispositivo de tela E-Ink num emulador de Game Boy rodando em 60Hz.
A primeira coisa que chama a atenção no projeto, além de ver clássicos da Nintendo rodando na famosa tela que imita papel, é que ele foi feito em um M5Stack PaperS3. Trata-se de um dev kit muito distante de um portátil para games, uma vez que ele nem tem um processador propriamente dito.
Em vez disso, o aparelho vem com um microcontrolador de baixo custo ESP32-S3 com apenas dois núcleos que rodam em menos de 1GHz. Zhang levou cada núcleo do componente ao limite para conseguir algo jogável.
O modder explica em detalhes no vídeo como fez para conseguir, mas resumindo, ele aproveitou a baixa resolução do Game Boy clássico – de apenas 160 x 144p – para “dividir” a tela do PaperS3 em três segmentos, já que ela tem resolução de 960 x 640p. Ele usou isso para reproduzir os simples tons do console retrô e manter controles do emulador no display.

O processo sozinho, somado ao processamento de áudio simples, ocupa um núcleo inteiro do microcontrolador. O outro núcleo fica encarregado da emulação em si do console portátil.
Projeto é inusitado, mas tela E-Ink se mostra ótima para jogos do Game Boy
Obviamente a modificação está distante de algo prático para as pessoas reproduzirem em casa. Zhang até compartilhou os arquivos para quem quiser tentar, mas o PaperS3 já nem é vendido mais, além de nunca ter sido um produto para consumidores finais.
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Além disso, o criador não revelou dados sobre a autonomia de seu dispositivo modificado, mas é de se imaginar que ele dura muito pouco usando seu microcontrolador no limite e multiplicando a taxa de atualização da tela. Sem mencionar o áudio terrível reproduzido pelo aparelho.

Mas o projeto é interessante para observar o potencial da tecnologia E-Ink com jogos clássicos. Quem sabe algum dia não vai pra frente uma das tentativas de criar um dispositivo para jogos com esse tipo de display?
Via: Tom’s Hardware
