Nintendo é alvo de grupo hacker que ameaça vazar dados de funcionários
A Nintendo se tornou esta semana alvo do grupo hacker identificado como ShadowByt3, que ameaça vazar vários dados sensíveis de seus funcionários. A gangue afirma ter obtido nomes…

A Nintendo se tornou esta semana alvo do grupo hacker identificado como ShadowByt3, que ameaça vazar vários dados sensíveis de seus funcionários. A gangue afirma ter obtido nomes completos, extratos bancários, endereços e conversas privadas de pessoas que trabalham para a companhia.
Para que o material, formado por 859 MB em arquivos, não seja divulgado, o grupo exige um pagamento de US$ 2 milhões. Para confirmar que estão falando sério, seus membros compartilharam no Mega uma pequena amostra dos tipos de informações privadas que conseguiram obter.
O grupo afirma que obteve os dados a partir de brechas na TinyPulse, plataforma que a Nintendo usa para coletar feedbacks de funcionários. A companhia responsável também está sendo chantageada, após a fabricante do Switch se recusar a responder dentro do prazo de 48 horas que foi dado a ela.
“Chantagem” contra a Nintendo pode ser inútil
Segundo o ShadowByt3, a TinyPulse tem até o final desta terça-feira (16) para pagar os US$ 2 milhões exigidos. No entanto, até o momento a companhia não deu sinais de que vai ceder à chantagem — que, segundo relatos que se espalham nas redes sociais, é essencialmente inútil.
Conforme mostra o perfil @ultima_flashs do X, o grupo hacker se esqueceu de borrar o link para download do material completo. Assim, todas as informações que o grupo ameaçou vazar na prática já estão disponíveis na internet — e, portanto, não há qualquer motivo para que as empresas cedam às exigências.

Os documentos roubados teoricamente cobrem um período que vai de 2016 a 2026 e identificam os empregados de mais alto desempenho dentro da Nintendo. No entanto, não há sinais de que detalhes sobre projetos futuros ou informações que coloquem em risco a vida de funcionários tenham sido roubados.
Em um comunicado enviado ao Kotaku, a companhia japonesa reconheceu que houve uma “situação envolvendo a TinyPulse”, mas não entrou em detalhes sobre o assunto. Ela se limitou a afirmar que seus próprios sistemas continuam seguros e não houve qualquer exposição de dados sensíveis de suas equipes.
