No Man’s Sky completa 10 anos com recorde de jogadores e teaser da atualização COSMOS
No Man’s Sky completou dez anos nesta segunda-feira (10), e a Hello Games marcou a data com uma carta longa de Sean Murray, fundador e diretor do estúdio britânico. O texto…

No Man’s Sky completou dez anos nesta segunda-feira (10), e a Hello Games marcou a data com uma carta longa de Sean Murray, fundador e diretor do estúdio britânico. O texto reúne os números da década e termina com o anúncio do nome da próxima grande atualização, chamada COSMOS.
O jogo estreou em 9 de agosto de 2016 no PlayStation 4 e chegou ao PC no dia seguinte. Segundo Murray, o título alcançou em 2026 os maiores números de jogadores desde aquele lançamento, patamar que já havia sido batido pela atualização Voyagers no ano passado.
O estúdio também levou prêmios recentes de melhor jogo em evolução no The Game Awards e no BAFTA, categorias criadas justamente para reconhecer títulos que continuam recebendo conteúdo anos após a estreia.
Números que a Hello Games divulgou na carta
O balanço apresentado por Murray fala em dezenas de milhões de jogadores acumulados ao longo da década, que somaram centenas de milhões de horas dentro do universo procedural do jogo. O dado que mais chama atenção envolve o tamanho desse espaço.
Passados dez anos, a comunidade explorou menos de 1% dos planetas gerados pelo algoritmo. O universo do jogo contém mais de 18 quintilhões de mundos, número que torna a exploração completa uma impossibilidade matemática, não uma meta.
Murray resume o momento em uma frase da carta:
Este ano vimos nossos maiores números de jogadores desde o lançamento.
Outro ponto citado é o tamanho da equipe. O fundador afirma que a maioria das pessoas que apareceu na foto do disco gold master, em 2016, continua na empresa, e que o time por trás do jogo não cresceu tanto quanto a quantidade de conteúdo entregue sugeriria.

Linha do tempo: 40 atualizações gratuitas em dez anos
Todas as atualizações listadas abaixo foram distribuídas sem custo adicional para quem já possuía o jogo. A primeira metade da década concentrou as mudanças estruturais, das bases ao multiplayer.
| Data | Atualização | Principal novidade |
|---|---|---|
| Agosto de 2016 | Lançamento | Estreia em PS4 e PC |
| Novembro de 2016 | Foundation (1.1) | Construção de bases e modos Criativo e Sobrevivência |
| Março de 2017 | Path Finder (1.2) | Veículos planetários, suporte a PS4 Pro e modo permadeath |
| Agosto de 2017 | Atlas Rises (1.3) | História central reformulada, portais e economia de sistemas |
| Julho de 2018 | NEXT (1.5) | Multiplayer completo, estreia no Xbox One e revisão gráfica |
| Outubro de 2018 | The Abyss (1.7) | Ambientes submarinos expandidos |
| Novembro de 2018 | Visions (1.75) | Novos biomas, arqueologia e salvamento |
| Agosto de 2019 | Beyond (2.0) | Realidade virtual e a Anomalia Espacial como hub social |
| Novembro de 2019 | Synthesis (2.2) | Melhorias pedidas pela comunidade e upgrades de nave |
| Fevereiro de 2020 | Living Ship (2.3) | Classe de naves biológicas |
| Abril de 2020 | Exo Mech (2.4) | Mecha pilotável e novas tecnologias de exocraft |
| Junho de 2020 | Crossplay (2.5) | Jogo cruzado entre todas as plataformas |
| Julho de 2020 | Desolation (2.6) | Cargueiros abandonados gerados proceduralmente |
| Setembro de 2020 | Origins (3.0) | Terreno dramático, novas criaturas e climas extremos |
| Novembro de 2020 | Next Generation (3.1) | Versões para PS5 e Xbox Series X/S |
| Fevereiro de 2021 | Companions (3.2) | Criaturas adotáveis e modificação genética |
| Abril de 2021 | Expeditions (3.3) | Expedições comunitárias como modo de jogo |
| Junho de 2021 | Prisms (3.5) | Reflexos, iluminação, pelagem de criaturas |
| Setembro de 2021 | Frontiers (3.6) | Assentamentos alienígenas gerenciáveis |
| Outubro de 2021 | Emergence (3.7) | Vermes gigantes e a primeira expedição com narrativa |
A segunda metade acelerou o ritmo e ampliou o alcance do jogo para praticamente todas as plataformas relevantes, com exceção de dispositivos móveis.
| Data | Atualização | Principal novidade |
|---|---|---|
| Fevereiro de 2022 | Sentinel (3.8) | Revisão total das armas e do comportamento dos Sentinels |
| Abril de 2022 | Outlaws (3.85) | Sistemas fora da lei, contrabando e nave de vela solar |
| Maio de 2022 | Leviathan (3.9) | Expedição em loop temporal |
| Julho de 2022 | Endurance (3.94) | Interiores de cargueiro totalmente customizáveis |
| Outubro de 2022 | Switch e Waypoint (4.0) | Estreia no Nintendo Switch e reformulação de inventário |
| Fevereiro de 2023 | Fractal (4.1) | Suporte a PlayStation VR2 e catálogo de Maravilhas |
| Abril de 2023 | Interceptor (4.2) | Planetas corrompidos e naves Sentinel roubáveis |
| Junho de 2023 | Mac (4.25) e Singularity (4.3) | Versão para Apple silicon e expedição sobre IA |
| Agosto de 2023 | Echoes (4.4) | Raça robótica Autophage e combate espacial tático |
| Fevereiro de 2024 | Omega (4.5) | Expedição aberta a quem não possui o jogo |
| Março de 2024 | Orbital (4.6) | Estações espaciais refeitas e editor de naves |
| Maio de 2024 | Adrift (4.7) | Universo abandonado, sem vida alienígena |
| Julho de 2024 | Worlds Part I (5.0) | Água, nuvens e diversidade planetária |
| Setembro de 2024 | Aquarius (5.1) | Pesca, culinária e barco implantável |
| Outubro de 2024 | The Cursed (5.2) | Expedição de terror com colapso de realidade |
| Novembro de 2024 | Cross-Save (5.25) | Save compartilhado entre plataformas e versão PS5 Pro |
| Janeiro de 2025 | Worlds Part II (5.5) | Gigantes gasosos, mundos aquáticos e novas estrelas |
| Março de 2025 | Relics (5.6) | Paleontologia e montagem de esqueletos fósseis |
| Junho de 2025 | Beacon (5.7) | Múltiplos assentamentos e versão para Nintendo Switch 2 |
| Agosto de 2025 | Voyagers (6.0) | Naves Corveta habitáveis construídas peça a peça |
| Outubro de 2025 | Breach | Vigésima expedição comunitária |
| Fevereiro de 2026 | Remnant (6.2) | Manipulação de gravidade e veículo Colossus modular |
| Abril de 2026 | Xeno Arena (6.3) | Batalhas de criaturas em turnos |
| Maio de 2026 | The Swarm (6.4) | Ameaça Hive of Glass em combate coletivo |
| A definir | COSMOS | Anunciada apenas pelo nome |
Do desastre de 2016 à avaliação Muito Positiva no Steam
Para quem não lembra, o lançamento acumulou problemas técnicos e a ausência de recursos que haviam aparecido em materiais de divulgação, incluindo o multiplayer, o que levou jogadores a montar listas públicas de promessas não cumpridas.
A Advertising Standards Authority, órgão britânico de publicidade, chegou a abrir uma investigação sobre a página do jogo no Steam. O processo terminou sem constatação de irregularidade, e a Hello Games passou os anos seguintes entregando conteúdo em silêncio, sem entrevistas nem promessas antecipadas.
Em setembro de 2021, a versão de PC atingiu o índice Levemente Positivo no Steam. A virada completa veio em novembro de 2024, quando o jogo chegou a Muito Positivo, com 94% de aprovação. No Metacritic, a nota média da versão de PC permanece em 61, congelada nas análises de 2016.
COSMOS e Light No Fire ocupam a agenda do estúdio
A carta não detalha o conteúdo da próxima atualização. Murray apenas confirma o nome COSMOS e fala em coisas grandes para o jogo, sem cronograma. O padrão recente sugere um intervalo de dois a três meses entre grandes entregas, o que colocaria a estreia entre o fim de 2026 e o início de 2027.
O texto também menciona Light No Fire, o próximo jogo do estúdio, revelado no The Game Awards de 2023 como um sandbox de fantasia do tamanho de um planeta. Murray diz que a equipe continua trabalhando nele, sem indicar data.
O projeto segue com uma equipe descrita como pequena até por padrões do próprio estúdio, situação que persiste desde o anúncio e que ajuda a entender a ausência de novos materiais em quase três anos.
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Equipe segue quase do mesmo tamanho de 2016
O menos comentado da carta talvez seja o mais incomum na história dos games: uma década de suporte gratuito sustentada por um estúdio que praticamente não cresceu. Murray afirma que o time atual não é muito maior que o de 2016, apesar das 40 atualizações e das portabilidades para nove plataformas diferentes.
Nenhuma dessas entregas veio acompanhada de passe de temporada, expansão paga ou moeda premium comprável com dinheiro real. O modelo se sustentou nas vendas do jogo base, que continuaram fortes justamente por causa das atualizações, em um ciclo que poucos títulos conseguiram repetir.
A comparação com outros casos de recuperação ajuda a dimensionar o feito. Cyberpunk 2077 e Final Fantasy XIV também reverteram lançamentos problemáticos, mas ambos contaram com estúdios grandes e expansões pagas no processo.
No Man’s Sky fez até o momento uma travessia respeitável com uma equipe de dezenas de pessoas e sem cobrar nada por isso.
Fonte(s): Wccftech e No Man’s Sky
