O upgrade pro seu PC de Edição: o que muda se você fizer?
Quem acompanha as nossas produções no Adrenaline sabe que o ritmo de edição de vídeo por aqui é intenso. Máquinas de renderização ficam sob alta carga por longos períodos. E, rece…

Quem acompanha as nossas produções no Adrenaline sabe que o ritmo de edição de vídeo por aqui é intenso. Máquinas de renderização ficam sob alta carga por longos períodos. E, recentemente, estávamos enfrentando um problema grave (e extremamente barulhento) em uma de nossas principais ilhas de edição.
- MSI Z890 Gaming WiFi 7: https://curt.link/reEjh
- Intel Core Ultra 9 285K: https://curt.link/ISinZ
O PC em questão era equipado com um robusto Intel Core i9-14900KS . Embora seja um processador extremamente potente, a 14ª geração da Intel ficou marcada pelo alto consumo de energia e aquecimento excessivo. Na prática, colocar um vídeo para renderizar transformava a sala em um festival de ruído — parecia uma chaleira fervendo ou uma forte chuva de vento.
Para resolver isso, em parceria com a Intel e a MSI, realizamos um upgrade completo nas nossas máquinas de edição, adotando o novo Intel Core Ultra 9 285K e a placa-mãe MSI Z890 Gaming Plus Wi-Fi. Será que vai fazer alguma diferença essa troca?
O Verdadeiro Foco da Nova Geração: Eficiência Energética
Se você está de olho apenas em gráficos de desempenho bruto em jogos, o upgrade da 14ª geração para a linha Core Ultra pode não saltar aos olhos imediatamente. Em nossos comparativos de jogos, por exemplo, o i9-14900K ainda se mostra mais rápido do que o Core Ultra 9 285K. E em aplicações profissionais, o 285K até ganha, mas por uma margem pouco relevante.
No entanto, para cargas de trabalho profissionais e contínuas — como a renderização de vídeo —, o foco desta nova geração é outro: eficiência energética e controle térmico.
O Core Ultra 9 285K traz uma arquitetura reformulada de 24 núcleos e 24 threads (abandonando o Hyper-Threading). A grande evolução está em entregar alta performance aquecendo e consumindo drasticamente menos do que seus antecessores.
Mas e aí, como a nova bancada com 285K se sai versus a antiga configuração com o Ryzen 9 7900X e especialmente versus o 14900KS?
Comparativo de consumo, performance e temperatura:
A Importância da Placa-Mãe no Ecossistema Z890
Um processador robusto como o Core Ultra 9 285K exige alimentação de energia extremamente estável, especialmente durante horas seguidas de renderização sob alta carga. Para essa missão, escolhemos a MSI Z890 Gaming Plus Wi-Fi.

Compre a MSI Z890 Gaming WiFi 7: https://curt.link/reEjh
Site oficial da MSI Z890 Gaming Plus
Optamos por esse modelo por dois fatores cruciais:
- Arrefecimento e VRM robusto: Estruturas de dissipação eficientes que garantem energia estável sem superaquecimento dos componentes de alimentação.
- Conectividade Wi-Fi: Essencial para a nossa dinâmica de estúdio, onde puxar cabos de rede física para todas as ilhas de edição nem sempre é viável.
Ligamos tudo e não tivemos problemas. Quer dizer, quase não tivemos. Descobrimos uma coisinha interessante durante os testes.
O mistério do render lento: cuidado com o gargalo de SSD!
Durante a transição do sistema baseado em Ryzen 9 para o Core Ultra 9, nos deparamos com um comportamento bizarro: o tempo de renderização de um projeto real, que levava 30 minutos e 56 segundos no Ryzen, subiu para 36 minutos, depois 39 minutos e chegou a 42 minutos no novo Core Ultra 9!
Olhando as especificações dos dois produtos e seus testes sintéticos, não havia nenhum motivo para o modelo Intel Core ficar para trás.
Após uma investigação minuciosa, descobrimos o culpado: o SSD. Estávamos utilizando temporariamente um drive NVMe PCIe 3.0 mais antigo (Kingston NV1). No processo de edição de vídeo, o software renderiza arquivos temporários e, ao atingir 99%, consolida tudo em um arquivo final (como MP4).
O SSD antigo estava sofrendo com superaquecimento prolongado e saturação total do cache da controladora, aplicando sua própria redução de performance para não queimar. Ao substituirmos o drive antigo por um SSD PCIe 4.0 rápido (compatível com taxas de transferência na casa dos 4.000 MB/s), o tempo de renderização caiu para ótimos 27 minutos e 45 segundos.
A lição é clara: não adianta investir em um processador topo de linha se o seu armazenamento não conseguir acompanhar a taxa de escrita exigida no fechamento do arquivo.
Vale a Pena o Upgrade?
Para quem trabalha profissionalmente com edição de vídeo, modelagem 3D e renderização pesada, o tempo parado esperando o processamento tem um custo financeiro direto. O upgrade para a plataforma Core Ultra 9 285K trouxe um excelente equilíbrio térmico e acústico, reduzindo pela metade o consumo de energia da tomada e eliminando o irritante thermal throttling que assolava a 14ª geração se você não caprichasse bem no cooler.
E você, o que achou dos resultados de eficiência térmica e consumo do novo Core Ultra 9 285K? Deixe sua opinião nos comentários abaixo e conte para a gente se a sua máquina de edição também precisa desse upgrade!
