Obsidian entra na lista de estúdios que negociam seus futuros na Xbox
Em um momento no qual a Microsoft já prometeu transformações intensas na estrutura dos Xbox Game Studios, a Obsidian Entertainment passou a ser citada como um estúdio cujo futuro…

Em um momento no qual a Microsoft já prometeu transformações intensas na estrutura dos Xbox Game Studios, a Obsidian Entertainment passou a ser citada como um estúdio cujo futuro é incerto. Segundo fontes do site The Game Business, a liderança da desenvolvedora está discutindo meios de conseguir sobreviver — e a possibilidade de voltar a ser independente é uma das opções.
Isso apesar do fato de que, após ser adquirida pela corporação, a desenvolvedora tem sido bastante ágil em lançar novos projetos. Desde 2018, quando foi comprada, ela já lançou dois capítulos de The Outer Worlds, Pentiment, Avowed e dois capítulos de Grounded — o mais recente deles está em Acesso Antecipado.

Segundo o The Game Business, Call of Duty pode ter grande responsabilidade sobre a incerteza sobre o futuro da Obsidian e de outros estúdios. Fontes consultadas pelo site afirmam que, mesmo que Avowed ou The Outer Worlds 2 tivessem vendido cinco vezes mais, nenhum deles teria compensado as quedas de vendas que a série de tiro registrou em 2025.
Obsidian e outros estúdios vão ser punidos por não serem grandes o bastante
O site também afirma que membros da Obsidian, Compulsion Games, Double Fine, Ninja Theory e Undead Labs, entre outras divisões, estão chocados com as decisões recentes da Xbox. Muitos desenvolvedores reconhecem que a situação não é a ideal, mas acreditavam que as coisas estavam melhorando — e, após alguns anos lentos, os projetos da empresa estavam ganhando ritmo.

Enquanto a chegada de Asha Sharma à liderança da divisão inicialmente foi recebida com otimismo, o clima atual é outro. Muitos acreditam que a executiva trouxe uma “mentalidade de startup” para a empresa, que se tornou altamente reativa e focada somente no que é realmente grande.
“É reativa e faz o negócio seguir em frente. Mas também é bagunçada e caótica. E nem toda a liderança apoia toda decisão. Isso é particularmente verdadeiro no lado do desenvolvimento, com certos chefes de estúdio sentindo que Sharma escuta mais a consultores, e não às pessoas que estão construindo os games”, explica o The Game Business.
Fontes consultadas pelo site também afirmam que a Obsidian e outros estúdios sentem que estão sendo punidos por não serem grandes o bastante. Afinal, dentro de uma estrutura que tem fenômenos como Call of Duty, World of Warcraft e Candy Crush, qualquer sucesso mais modesto vai parecer minúsculo e dispensável em uma comparação direta.
Liderança do Xbox segue ritmo incompatível com a indústria
As fontes consultadas pelo The Game File também afirmam que, embora Sharma tenha trazido energia para o Xbox, sua filosofia de trabalho é incompatível com o meio dos games. Em um momento no qual projetos levam anos para ficar prontos, mudanças rápidas de rumo e falta de planejamento a longo prazo podem servir mais para atrapalhar do que para ajudar.

“Você pode adaptar modelos de negócios e estratégia de distribuição rapidamente, mas não pode apressar um Elder Scrolls definidor da indústria. Qualquer plano que seja colocado em prática pelo novo time de liderança de Sharma vai levar anos para gerar frutos”, explica o site.
Desenvolvedores também apontam que, dado o contexto geral do Xbox, fechar estúdios como Obsidian, Double Fine ou outros pode não ter nenhum resultado prático. Afinal, usar os orçamentos dedicados a eles em um novo Halo ou Fallout não é garantia de ter como resultado um jogo bem avaliado e que venda milhões de unidades.
“Estamos espalhados em muitos projetos, plataformas e modelos de negócios. Precisamos nos focar”, explicou uma das fontes. Para completar, equipes dentro da Xbox discordam sobre o foco renovado nos consoles e acreditam que a liderança não está disposta a trazer as pessoas necessárias para reviver franquias cujo auge do sucesso já passou.
Fonte: The Game Business
