Pega no flagra: usuário desmascara AMD após empresa capar CPUs em segredo
A AMD removeu silenciosamente um recurso de segurança de seus processadores Ryzen. A remoção da Criptografia de Memória Segura Transparente (TSME) deixa usuários potencialmente vu…

A AMD removeu silenciosamente um recurso de segurança de seus processadores Ryzen. A remoção da Criptografia de Memória Segura Transparente (TSME) deixa usuários potencialmente vulneráveis a ataques físicos que buscam extrair dados diretamente dos módulos de memória RAM, como a clonagem de chaves de segurança e roubo de credenciais em dispositivos roubados ou adulterados.
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A descoberta foi feita por Ben Kilpatrick, um entusiasta do Linux, ao notar que seu processador Ryzen 7 9700X apontava o TSME como "não suportado" depois de rodar ferramentas de verificação, apesar de a opção continuar ativa na BIOS de sua placa-mãe MSI. Após testes, a fabricante de placas-mãe confirmou que chips Ryzen convencionais perderam o suporte ao recurso a partir da atualização de firmware AGESA 1.2.7.0. O recurso continua ativo apenas nas linhas Ryzen Pro e EPYC.
Engenheiros da AMD se negaram a falar sobre o assunto
O caso gerou polêmica após uma discussão no repositório oficial da AMD no GitHub. Questionados sobre se a mudança era um bug temporário ou uma decisão deliberada de segmentação de mercado para valorizar a linha Pro, engenheiros da AMD esquivaram-se das perguntas. Um deles encerrou o debate afirmando: "desculpa, mas não tenho mais informações para compartilhar sobre esse assunto".
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O TSME funciona de forma independente do sistema operacional, criptografando toda a memória RAM em nível de firmware. A sua remoção é indetectável no Windows e exige uma auditoria técnica complexa no Linux para ser descoberta, o que significa que milhões de usuários tiveram a proteção desativada sem qualquer notificação.
Embora o impacto seja baixo para usuários comuns, já que o criminoso precisaria de acesso físico ao PC, a remoção afeta diretamente profissionais que levam notebooks com dados sensíveis e dependem de criptografia total de disco. Até o momento, a AMD não emitiu nenhuma declaração oficial sobre a remoção definitiva do recurso ou se pretende restaurá-lo no futuro.
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