Por que jogos de PC atuais exigem 16 GB de RAM?
A memória RAM tem papel crucial em qualquer computador. Resumidamente, ela é responsável por guardar informações essenciais para que o processad…
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A memória RAM tem papel crucial em qualquer computador. Resumidamente, ela é responsável por guardar informações essenciais para que o processador as resgate assim que achar necessário, de forma mais rápida do que seria com uma unidade de armazenamento, mesmo sendo um SSD NVMe. Imagine que tudo do PC vai para RAM e quando um jogo é aberto, ele disputa espaço com todo o sistema.
Todo jogo de PC tem um requisito de sistema. Dependendo do estúdio, são vários níveis de hardware com componentes de entrada até o entusiasta. Mas algo que tem ficado cada vez mais comum é a indicação, às vezes mínima, de 16 GB de RAM. O maior problema é que os requisitos não param de aumentar justamente no pior momento da história desse componente.
A demanda do PC em cima da memória RAM
O primeiro ponto a considerar é que um jogo nunca roda isolado no computador. O próprio sistema operacional, especialmente o Windows 11, consome uma fatia considerável de memória apenas para manter a interface, processos de segurança e serviços essenciais funcionando. Em um sistema recém inicializado, não é raro ver o uso de RAM variar entre 3 GB e 5 GB.
Somado a isso, o hábito do jogador moderno mudou. É quase padrão manter navegadores com dezenas de abas abertas, aplicativos de comunicação como o Discord, softwares de periféricos (mouse, teclado, iluminação RGB) e launchers como Steam ou Epic Games ativados em segundo plano.
Em um PC com apenas 8 GB de RAM, o jogo já inicia a partida disputando o espaço super restrito que sobrou depois que o Windows e seus programas diários pegaram boa parte dele.
Jogos cada vez mais exigentes
A transição geracional nos consoles (PlayStation 5 e Xbox Series X/S) redefiniu a forma como os jogos para PC são desenvolvidos. Motores gráficos modernos, como a Unreal Engine 5, e tecnologias como Nanite e Lumen trabalham com uma densidade de polígonos e iluminação em tempo real muito superiores ao passado.
Para entregar mapas gigantescos sem telas de carregamento, o jogo precisa carregar na memória centenas de elementos antes mesmo de você olhar para eles (texturas, modelos 3D, áudio e inteligência artificial de NPCs). Isso por si só já é uma grande exigência com esse componente.
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O salto para resoluções como Quad HD (1440p) e 4K exige pacotes de textura imensos. Embora a maior parte vá para a memória de vídeo (VRAM), a RAM do sistema gerencia o fluxo constante desses arquivos saindo do armazenamento e indo para a GPU.
Quando um lado falha
O papel da RAM e da VRAM (memória dedicada da placa de vídeo) é intimamente ligado. Quando a placa de vídeo não possui memória suficiente para carregar todas as texturas e qualquer tipo de dado de um jogo exigente, algo comum em GPUs com 6 GB ou 8 GB, o sistema operacional utiliza a RAM do computador como uma espécie de "reserva de emergência".
Se a VRAM lota, os dados excedentes são jogados para a RAM do sistema. Se a RAM do sistema também se esgotar, o Windows apelará para o arquivo de paginação (swap), gravando dados temporários no SSD.
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Mesmo que os SSDs NVMe atuais sejam extremamente rápidos, eles ainda são mais lentos do que a comunicação entre a CPU e a memória RAM. O resultado prático disso é o surgimento de travamentos repentinos e quedas bruscas na taxa de FPS.
8 GB ficaram para trás: o que esperar do futuro?
Atualmente, ter 8 GB de RAM em um PC focado em games significa estar sujeito a diferentes limitações, como fechar todos os programas antes de jogar, lidar com engasgos frequentes em títulos AAA lançados recentemente, entre outros problemas
Os 16 GB de RAM se consolidaram como o novo "sweet spot" para a esmagadora maioria dos games modernos, oferecendo a margem necessária para que o jogo e o sistema operacional convivam sem estrangular o desempenho.
No entanto, o mercado já dá sinais do próximo passo. Títulos extremamente pesados e mal otimizados já recomendam 32 GB de RAM para quem busca jogar com a melhor experiência possível. Para quem vai montar ou atualizar um PC hoje, 16 GB é o piso mínimo, enquanto 32 GB começa a se tornar a escolha mais sensata pensando em longevidade.
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