Review Splatoon Raiders | Cores que fazem bonito no single player
O jogo Splatoon Raiders , que traz um third-person shooter colorido e cheio de humor para o mundo dos jogos single player, representa um grande passo para a Nintendo. O objetivo &…
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O jogo Splatoon Raiders, que traz um third-person shooter colorido e cheio de humor para o mundo dos jogos single player, representa um grande passo para a Nintendo.
O objetivo é testar se ele tem forças para se consolidar entre o público que não investe no cenário competitivo, com o seu gameplay e mecânicas centrais.
Neste quesito, o novo título do Switch 2 traz um acerto ao apresentar uma história cheia de carisma e aventura. Se o tempero podia ser questionado, testá-lo tira essa dúvida por completo.
A aventura em Splatoon Raiders é um dos maiores pontos fortes, com referências ao multiplayer online, mas muito focado em contar uma história que ficará no coração dos fãs.
Prós
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Gameplay muitíssimo divertido
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Dificuldade atende bem à franquia
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Mapas e cenários diversos são um ponto alto
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Centenas de coisas para se fazer
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Entendeu o formato do Switch 2 como poucos
Contras
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Personalização deixa a desejar
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Trechos apelam para o multiplayer
A experiência está em Splatoon Raiders
Todas as mecânicas e elementos que conhece da série estão no novo game da Big N, que não tenta se distanciar tanto da fonte que lhe rendeu uma trilogia e uma base sólida de público.
Em Splatoon Raiders, você usará armas para atirar tinta que, quanto mais acertar os inimigos e pintá-los, melhor. Se for atingido pelas cores opostas, levará dano até ter de retornar à base.
Além disso, é possível mergulhar no chão para navegar com maior velocidade e aplicar a sua estratégia com estes elementos. Na prática, não foge do básico e pratica bem o “arroz com feijão”.
Mesmo sem grandes novidades, passar isso para uma narrativa fez toda a diferença. Você explora mais os cenários, encontra formas diferentes de enfrentar inimigos e evolui seu personagem.
As fases são bem mais extensas, repletas de oponentes para pintar e encontrar segredos. É muito divertido explorar, com todas as habilidades que tem e ao usar elementos do próprio mapa, o que rende combinações curiosas e que apelam à criatividade.
“Há estágios que retornará 2 ou 3 vezes para encontrar itens escondidos, segredos e até para encarar novamente um desafio que rendeu a você uma quantidade massiva de XP” - Diego Corumba
Encarar as ameaças também é excelente, com uma variedade imensa de monstros e criaturas que pode derrubar com sua tinta. O legal é que cada batalha em Splatoon Raiders exige uma habilidade distinta e uma estratégia para os jogadores.
Esta questão se apega muito à dificuldade da franquia, que sempre atendeu ao multiplayer. Você, antes, tinha de encarar vários jogadores — uma tarefa nada simples, vamos ser honestos.
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Agora são NPCs, mas que não se entregam tão facilmente quanto esperaria. São vários, de muitas formas diferentes, que atacam em hordas e cabe a você derrubar todos da melhor forma possível.
Dito isso, boa sorte em ver múltiplos deles escondidos atrás de um que anda com escudo, ou que caminham entre serpentes metálicas que despejam tinta (e removem a sua).
Acredito que esta foi uma solução muito inteligente aplicada em Splatoon Raiders, que não podia tornar o game “muito fácil” no comparativo com as demais experiências da franquia.
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Além disso, se ainda achar que não há desafios, após progredir na história você libera o “Raid on Spicy” — que são as mesmas fases, mas ainda mais desafiadoras. Após zerar, libera uma dificuldade mais insana ainda e pode te entreter de forma ampla.
O que se esconde?
Na história, você é um mecânico que trabalha diretamente para os Deep Cut: com Frye, Shiver e o Big-Man. Em busca de tesouros, eles encontram um lugar que destrói seu veículo e os derruba em uma ilha distante.
Ali, você encontra o robô Bot Buddy — que ajuda a escavar e enfrentar as criaturas. Com ele em mãos, é decidido que eles vão permanecer ali para encontrar o “brilho dourado” que os derrubou. Afinal de contas, essa pode ser a grande recompensa.
Para isso, quem vai explorar as Spirhalite Islands com ele enquanto caça por tudo que reluz é você. Além de inimigos e baús, você vai encontrar bússolas que apontam para locais desconhecidos, mapas e vários itens colecionáveis.
Tudo isso é alimentado por mapas únicos: ilhas tropicais, vulcânicas, cavernas enormes, áreas congeladas e muito mais. Toda região nova que abre é um show à parte e cria uma atmosfera que mostra uma jornada épica.
Você pode grindar certos itens para construir coisas, tentar achar bússolas para conseguir outros pontos de habilidade (que tem de ser conquistados), destruir uma certa quantidade de oponentes e várias outras atividades. Não falta o que fazer.
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O problema se torna algumas das missões opcionais, que claramente são feitas para serem concluídas no modo cooperativo. Até seria possível se o Bot Buddy fosse um pouco mais “inteligente”, mas o esforço solitário nelas pode frustrar.
Não é impossível ganhar solo, mas sabe quando você tem certeza de que está com a arma correta, nível adequado e entende o que fazer — ainda assim, passa por sufoco? São coisas que duas pessoas facilmente resolveriam, mas não era necessário “forçar a barra”.
Se você não tem a assinatura do Nintendo Switch Online nestes casos, terá de esperar por amigos que também tenham o videogame para vencer estes desafios de modo local. Alguns podem até superá-los sem isso, mas a maioria ficará irritada.
Personalização é o calcanhar de Aquiles
Um dos destaques que a Nintendo trouxe para Splatoon Raiders é sua personalização, que vai de sua aparência, roupas, armas e até sua base de operações. Porém, faltaram opções que reforçassem esta abordagem.
O local que funciona como seu hub, por exemplo, pode receber upgrades que adicionam coisas muito bacanas para os jogadores. No entanto, visualmente isso não se traduz de forma atrativa e vira “mais do mesmo”.
O mesmo vale para o personagem principal, cuja aparência traz pouquíssimas opções de caracterização. As roupas podem até ajudar a definir melhor seu estilo, mas se não fossem por elas seria mais complicado diferenciar as figuras.
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Em relação às armas, a história principal também não apresenta muitas novidades em relação ao que já foi visto no resto da franquia. Com 4 anos de diferença para Splatoon 3, dava tempo de terem agregado mais na nova aventura.
O único aspecto impactante foram os tanques, que podem equipar gadgets diferentes e, estes, também podem ter power-ups acoplados para dar um aspecto único nas partidas. Eles foram uma adição muito boa e que vale a pena testar cada build.
“Sempre reúna itens para criar itens mais poderosos que podem ser acoplados aos tanques, eles fazem muita diferença durante o progresso” - Diego Corumba
O Splatoon definitivo
Uma das características que mais chamam a atenção é que ele entende o formato híbrido do Switch 2 como poucos. Ele usa gráficos excelentes e tem um alto desempenho, feito para um hardware como este. Do mesmo modo, oferece partidas velozes.
Lembra da época que jogos portáteis eram mais “rápidos”, para dar tempo de jogá-los enquanto se está numa viagem de carro ou em uma sala de espera? É o que ele traz, nenhum round dura mais de 10 minutos, muitos se resolvem em 5 minutos ou menos.
Isso não quer dizer falta de conteúdo, isso ele tem de sobra — foram 15 horas só para finalizar a campanha principal. No entanto, é compreender que o público pode querer jogar Splatoon Raiders entre períodos e ajudá-lo nisso.
Dito isso, o título é uma aventura sólida e cheia de alma. Tropeça em alguns quesitos, mas acredito que nenhum deles tira o brilhantismo que é proporcionado pela experiência (principalmente para quem é fã da franquia).
Vale a pena dar uma chance, inclusive se você é um daqueles que se frustram de nunca vencer as partidas do multiplayer online. Aqui só se disputa espaço com os NPCs, que podem ser complicados, mas a curva te guiará de uma forma justa.
Claro que a aventura colorida de Splatoon Raiders se favoreceria mais se tudo estivesse localizado em português brasileiro — como foi visto nos últimos lançamentos, mas não é o caso. Porém, ainda assim é possível se divertir sem grandes impasses dentro da jornada.
O lançamento do jogo será na próxima quinta-feira (23), com exclusividade para o Nintendo Switch 2. Você vai jogar no “Day One” ou fim de mês está complicado? Compartilhe e nos conte o que achou do game inédito. Veja também: 8 jogos japoneses que nunca viraram um anime.
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