Vazamento de GTA 6: Take-Two aciona Microsoft e Discord na Justiça par achar leaker
Os vazamentos de GTA 6 ganharam um capítulo jurídico nesta sexta-feira (21). A Take-Two Interactive, controladora da Rockstar Games, deu entrada em múltiplas…
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Os vazamentos de GTA 6 ganharam um capítulo jurídico nesta sexta-feira (21). A Take-Two Interactive, controladora da Rockstar Games, deu entrada em múltiplas intimações no Tribunal Distrital do Sul de Nova York mirando especificamente a Microsoft e o Discord. O objetivo é obter registros que permitam identificar quem está por trás do usuário CyberLeek, responsável pela onda de vazamentos do game mais aguardado da década.
A movimentação começou na noite de quinta-feira (20), horas depois de CyberLeek divulgar um vídeo que reforça a posse de uma build jogável de GTA 6. Nele, o vazador aparece escrevendo a palavra "LEEK" a tiros de rifle em uma parede no jogo. Poucas horas depois, mais um material surgiu, desta vez mostrando uma gameplay com supercarros, ampliando ainda mais o volume de conteúdo colocado em circulação nos últimos dias.
O que a Take-Two está pedindo na Justiça
As intimações foram protocoladas com base na DMCA (Digital Millennium Copyright Act), lei estadunidense recorrentemente usada em casos de pirataria e violação de direitos autorais. Na petição, a Take-Two afirma que "o material protegido por direitos autorais inclui, mas não se limita a, conteúdo audiovisual, arte, imagens, diálogos ou outros elementos criativos", e que a empresa busca exclusivamente a identidade do infrator ou infratores para proteger seus direitos.
Na prática, isso significa que a Microsoft tem até 4 de setembro para entregar todos os registros internos de investigação associados à persona "cyberleek", incluindo dados que possam apontar para a identidade do usuário, pessoa ou entidade por trás do apelido.
O pedido vai além: a Take-Two também requisita informações sobre contas vinculadas a servidores específicos do Discord, abrangendo IDs de conta, e-mails de registro, endereços de IP usados no cadastro e no último login, números de telefone, conexões vinculadas (como Google e Xbox) e identificadores de dispositivo.
Chama atenção o pedido explícito por conteúdo relacionado a GTA, Rockstar ou Cyberleek armazenado nas contas de OneDrive associadas a esses usuários — um indício de que a empresa está tentando não apenas identificar o vazador, mas também rastrear e potencialmente recuperar arquivos que ainda não vieram a público.
O Discord recebeu o mesmo prazo para fornecer dados de contas associadas a uma lista específica de servidores e apelidos, entre eles "CYBERLEEK", "CINEMATICROCKSTAR" e "Surfer24k™" (incluindo variações como cyberleek_west e surwest), além dos servidores "Ødyssey.gg" e do servidor de editores do DarkViperAU — canal ligado a Matthew "Matt" Judge, streamer conhecido da cena de GTA 5 na Twitch e no YouTube.
Até o momento, nem a Take-Two nem a Rockstar Games se pronunciaram publicamente sobre o processo, e a atuação das duas empresas seguia concentrada, até então, na derrubada de conteúdo vazado em redes sociais.
Trilha da memecoin pode expor o vazador
Enquanto a batalha jurídica avança, a comunidade de fãs também tem feito sua parte investigativa — e com resultados relevantes.
Assim como em vazamentos anteriores, CyberLeek segue promovendo uma memecoin associada aos vídeos, prometendo liberar mais material à medida que a criptomoeda ganha tração. A estratégia chama atenção justamente pelo contraste com o discurso do próprio vazador, que se apresenta como um ativista insatisfeito com a decisão da Rockstar de lançar GTA 6 apenas em formato digital, exigindo um pedido público de desculpas da desenvolvedora, além do compromisso de rever a política.
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Foi justamente essa contradição entre discurso e prática que motivou um fã da franquia a rastrear a origem financeira do token. Usando técnicas de perícia digital, o investigador — identificado no GTAForums como "Vice Cit" — conseguiu vincular o financiamento do token $CYBERLEEK à KuCoin, corretora de criptomoedas sediada nas Seychelles.
Como a KuCoin exige verificação de identidade (KYC) de seus usuários, a descoberta abre uma via alternativa, e possivelmente mais rápida, para que autoridades ou a própria Take-Two consigam obter, via intimação, os dados cadastrais do responsável pela conta.
Segundo a apuração do Canaltech, o vazador teria investido cerca de US$ 29 mil na criação do token e do site usado para hospedar os vazamentos, valor recuperado já no primeiro dia de operação. Levantamentos mais recentes indicam que o esquema segue gerando entre US$ 40 mil e US$ 60 mil em taxas de negociação, com volume diário girando em torno de US$ 2,1 milhões — o equivalente a aproximadamente US$ 4,4 mil por dia só em taxas para quem administra o token.
Os números reforçam a leitura de que, independentemente da motivação declarada, a operação por trás dos vazamentos de GTA 6 tem uma estrutura financeira bem definida e lucrativa.
Caso mistura ativismo, especulação e prejuízo bilionário
O episódio ilustra bem como as medidas da Rockstar e da Take-Two contra vazamentos vêm se tornando cada vez mais agressivas à medida que o lançamento de GTA 6, previsto para novembro, se aproxima.
Até aqui, a resposta das companhias havia se limitado a notificações de remoção de conteúdo nas plataformas onde os vídeos circulavam. A decisão de acionar diretamente Microsoft e Discord na Justiça, buscando não só a identidade do vazador como também o acesso a arquivos armazenados em nuvem que ainda não vieram a público, marca uma escalada na estratégia jurídica da empresa.
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O impacto financeiro do episódio também não passou despercebido pelo mercado: a Take-Two chegou a perder cerca de US$ 2,83 bilhões em valor de mercado dois dias após a divulgação dos primeiros vídeos com evidências de uma build jogável, com as ações caindo de US$ 248,13 para uma mínima de US$ 231,60 antes de recuperar parte das perdas.
Diante disso, o caso deixou de ser apenas mais um novo vazamento de GTA 6 na já longa lista de incidentes envolvendo o jogo e passou a ter contornos financeiros e legais que devem se desdobrar nas próximas semanas, especialmente conforme os prazos dados à Microsoft e ao Discord se aproximam de 4 de setembro.
Além de CyberLeek, a novela de vazamentos de GTA 6 ganhou um novo grupo, que está divulgado código-fonte do jogo.
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